XP/Ipespe

Para maioria, Bolsonaro deveria flexibilizar suas posições com o Congresso para aprovar medidas

Na avaliação de 55% dos eleitores, a agenda legislativa do governo tem avançado lentamente, em parte por culpa do próprio presidente

(Antonio Cruz/ Agência Brasil)

SÃO PAULO – Em meio ao clima de hostilidade entre governo e parlamento e às dificuldades enfrentadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para implementar uma agenda legislativa, a maioria dos eleitores defende que o mandatário flexibilize suas posições, mesmo que tenha que incorrer a um afastamento em relação ao discurso adotado durante a campanha eleitoral. É o que mostra edição especial da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 20 e 21 de maio. Foram feitas 1.000 entrevistas telefônicas com eleitores de todas as regiões do País.

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De acordo com o levantamento, os defensores de uma postura mais pragmática do pesselista somam 48% do eleitorado, o que corresponde a um salto de 11 pontos percentuais em relação à fotografia de abril. Já os que pedem um endurecimento de posições de Bolsonaro, independentemente das implicações políticas de tal gesto, oscilaram de 33% para 31% no período. Outros 9% acreditam que o presidente deveria manter o atual comportamento. Em abril, este grupo representava 19% do eleitorado.

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Para a maior parte dos entrevistados, 35%, a agenda do governo tem avançado lentamente no Congresso Nacional por culpa de ambas as partes. Já 20% responsabilizam apenas o Palácio do Planalto, enquanto 30% acham apontam o dedo para os congressistas. Apenas 4% acreditam que a agenda da atual administração tem prosseguido de maneira satisfatória.

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A ambiente de conflitos entre Executivo e Legislativo se traduz nas impressões dos eleitores sobre a relação entre Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para 40%, ela é ruim ou péssima. Outros 13% consideram ótima ou boa. A pesquisa também mostra que 83% acham que a relação entre os dois é importante para o Brasil.

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Apesar do clima ruim entre os Poderes e de parte dos analistas políticos já falar em uma espécie de “parlamentarismo branco” ou “semipresidencialismo”, a maior parte do eleitorado, 70%, defende a manutenção do atual modelo. Apenas 18% são favoráveis à migração formal para o parlamentarismo, em que o primeiro-ministro é eleito indiretamente, pelos congressistas escolhidos pelo povo.

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