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Para LCA, Serra e Dilma podem continuar com intenções de voto próximas

É provável que patamar de um terço das intenções de voto para cada candidato se prolongue até junho, avalia consultoria

SÃO PAULO – Para a LCA Consultores, com a visível estabilidade de José Serra, pré-candidato do PSBD à Presidência, em torno dos 34% das intenções de voto e a recente ascensão de Dilma Rousseff, a preferida de Lula para sucedê-lo, é provável que a polarização entre os dois candidatos, cada um com cerca de um terço das intenções, continue ao menos até as convenções partidárias de junho, analisa a consultoria.

A última pesquisa realizada foi feita pela Sensus, e apontou empate técnico entre Serra (32,7%) e Dilma (32,4%). Para a LCA, a pesquisa analisou um período no qual a pré-candidatura de Dilma já havia sido oficializada, enquanto o lançamento de Serra ocorreu apenas no dia 9 de abril, o que pode influenciar o resultado da próxima pesquisa. 

Ainda assim, os dois postulantes ao cargo terão que lutar para conseguir os votos do terço restante, acredita a LCA, que por enquanto está dividido entre Ciro Gomes, Marina Silva, nulos, brancos e indecisos. 

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Vantagens comparativas
A liderança pode até mesmo ficar apenas para o início do horário eleitoral gratuito. Até lá, cada um fará uso de suas vantagens. Para Serra, a consultoria destaca a “figura consolidada de político e o elevado patamar de intenções de voto consolidada” que o pré-candidato mantém há meses. A LCA aponta que qualquer crescimento pode impulsionar apoios. Por outro lado, é justamente a falta deles entre partidos políticos e setores da sociedade que representa a maior dificuldade para o ex-governador de São Paulo.

Para Dilma, por sua vez, a ampla popularidade de Lula será seu maior trunfo durante a corrida eleitoral, além da boa perspectiva para a situação econômica em 2010. No entanto, Dilma tem pouca experiência política, o que pode ser bastante importante na corrida presidencial, “em que não faltam chances para tropeções”, indica a consultoria.

Incógnitas
Por último, cada candidato ainda terá que lidar com incógnitas. A inflação, embora ainda não acenda alarmes, “poderá trazer incômodos políticos ao governo”, caso a elevação dos preços se intensifique, avalia a LCA. Nesse caso, o menor dos males seria uma alta mais robusta da Selic, já que, historicamente, a inflação tem sido menos aceitável para a população do que juros altos, do ponto de vista eleitoral. 

Para José Serra, o ponto de indefinição reside em um aliado, Aécio Neves. Seu engajamento na campanha do companheiro paulista de partido poderia ser importante para a conquista de votos em Minas Gerais, um importante colégio eleitoral, indica a consultoria. No entanto, ainda não está claro se Aécio irá embarcar na campanha de Serra e contrariar “Lula (que tem enorme popularidade no estado) e Dilma (porque pode vir a ser presidente)”, conclui a LCA.