Eleição nos EUA

Para HSBC, eleição americana não terá impacto na economia do país em 2013

De acordo com estudo, o impacto no plano econômico será maior se Romney for eleito, pois além de promover mais reformas, contará com maior apoio para aprovar suas propostas

PIB dos EUA é um dos destaques do mercado nesta sessão (ShutterstocK)

SÃO PAULO – Na visão do HSBC, a eleição norte-americana em novembro não terá impacto imediato ou expressivo na projeção do crescimento do país em 2013. O analista do banco Kevin Logan decidiu manter a expectativa de que a economia norte-americana cresça de 1,5% a 2% no ano que vem, com uma inflação em torno de 2%.

No relatório, o analista realça que, se as políticas atuais continuarem, o déficit do orçamento permanecerá perigosamente alto para a próxima década, com média de um pouco mais de 5% do PIB. Segundo Logan, para o presidente Barack Obama, a solução é atacar o problema dos dois lados, aumentando a receita e corte de gastos projetados. Já na opinião do candidato republicano Mitt Romney, todavia, a solução é unilateral. Ele disse que resolveria o problema do déficit apenas com rigoroso corte de despesas, diz o analista.

Romney
O impacto da eleição será mais intenso se o eleito for o candidato republicano, por conta de suas propostas de acelerado corte de gasto público para evitar o aumento de impostos. “Se ele vencer a eleição, provavelmente conseguirá apoio majoritário republicano para aprovar suas propostas”, escreveu Logan.

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De acordo com o Romney, uma nova rodada de estímulos monetários do Federal Reserve não ajudaria a economia norte-americana. “Estou certo de que o Fed está observando, vai tentar estimular a economia, mas eu não acredito que um novo e massivo QE3 ajude a economia”, disse o candidato em uma entrevista à TV CNN, no início do mês. 

Obama
Obama tem defendido a adoção medidas de estímulo fiscal de curto prazo, mas o Congresso, dominado pelos republicanos, não mostrou interesse em aprová-las. Se Obama for reeleito, as negociações entre a Casa Branca e o Congresso sobre impostos e política de gastos terão de recomeçar do ponto de onde pararam.

A continuidade de corte de gastos e aumento de impostos devem ser adiados, enquanto os dois lados trabalham em um novo objetivo de “controlar” os déficits federais. Ao contrário do período de 2009, quando havia um senso de urgência para persuadir o Congresso a aprovar rapidamente um pacote de estímulos, provavelmente desta vez haverá um tempo maior até que as propostas feitas por Romney cheguem na Casa para serem votadas.

O analista do HSBC frisa que se Obama for reeleito, ele enfrentará ainda mais problemas do que seu adversário, pois terá de encarar um começo de mandato com controle maior da oposição, que possivelmente também vencerá a maior parte das representações no Senado

Conforme diz uma pesquisa elaborada pelo Financial Times, divulgada na última sexta-feira (17), porém, Obama é o candidato preferido de executivos mundo afora, que o enxergam como o mais propício a promover a prosperidade nos EUA.