Para Flávio, com juro atual, Brasil ‘faliu’ e não está compensando investir no País

Pré-candidato afirma que setor produtivo perde espaço para investimentos especulativos e sinaliza que escolha de chapa bolsonarista ao Senado em SP terá palavra final de seu pai e irmão

Estadão Conteúdo

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, participa da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) USA 2026 no Gaylord Texan Resort and Convention Center, em Grapevine, Texas, EUA, em 28 de março de 2026. REUTERS/Callaghan O'Hare/Foto de arquivo
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, participa da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) USA 2026 no Gaylord Texan Resort and Convention Center, em Grapevine, Texas, EUA, em 28 de março de 2026. REUTERS/Callaghan O'Hare/Foto de arquivo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a atual taxa de juros tem prejudicado o setor produtivo e favorecido o investimento por meio de títulos, como o CDB. “Hoje em dia, com esse atual governo, ninguém consegue tomar juros para empreender nada. Está todo mundo colocando o seu dinheiro para render em algum setor especulativo, em algum CDB para render 16%, 17% ao ano sem fazer esforço nenhum. Não está compensando mais investir no Brasil, o Brasil faliu”, declarou Flávio na Agrishow, que reúne o público agro em Ribeirão Preto (SP), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Flávio Bolsonaro afirmou que a redução de gastos públicos em um eventual governo fará com que a taxa de juros caia no Brasil, e que isso atrairá investimentos para o País.

Em um aceno para o agro, o senador disse ser necessária uma maior previsibilidade para o Plano Safra. “Está a previsibilidade para o Plano Safra, como eu disse aqui, reposicionar as linhas de crédito que acabaram, a juros completamente absurdos. Em alguns casos, as estruturas rurais chegaram a tomar juros a 25% ao ano, isso é impagável, já estão tão endividados. O governo federal não faz uma linha de crédito acessível”, falou.

Flávio Bolsonaro defendeu o ensino técnico profissionalizante e reafirmou que a decisão sobre quem será seu vice na chapa será tomada no futuro.

Nome para o Senado em SP

O senador afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), definirão o nome restante para concorrer ao Senado em São Paulo pelo campo bolsonarista.

Até o momento, está decidido que uma das vagas será do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). Disputam o outro espaço nomes como o do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e do deputado Mario Frias (PL).

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“Quem está dando a palavra final é o Eduardo, junto com o presidente Bolsonaro. O André acabou de voltar dos Estados Unidos, mas foi uma boa reunião com o Eduardo, fomos lá conversar com o presidente Bolsonaro. … Não sabemos ainda. Têm outros três candidatos”, disse Flávio Bolsonaro.