Defesa

Para FHC, governo Temer pode até ser frágil, “mas é o que se tem”

O ex-presidente ainda elogiou Geddel por se antecipar e entregar a carta de demissão: "Às vezes não tem jeito, não é questão pessoal, é política"

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Na manhã desta sexta-feira (25), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou o momento delicado do governo de Michel Temer e afirmou que a situação atual pode ser bastante frágil, “mas é o que se tem”. “Isso é uma ponte, pode ser uma ponte frágil, uma pinguela, mas é o que se tem”, disse o tucano ressaltando que é muito difícil para um presidente demitir um amigo.

“Diante da circunstância brasileira, depois do impeachment, o que temos que fazer é atravessar o rio […] Se você não tiver uma ponte, você cai no rio. Não adianta fazer muita especulação”, afirmou FHC. Ele ainda comentou que, diante da crise econômica que o Brasil enfrenta, não é possível se restringir a “pequenas coisas”. “Não temos tempo a perder. Temos que ter rumo e pensar muito mais no país do que nas pequenas coisas”, completou.

“O Brasil precisa com urgência aprovar as reformas, a situação econômica é muito ruim”, continuou o ex-presidente, que disse também que o PSDB apoiou o impeachment e tem a responsabilidade de apoiar as medidas impopulares que têm que ser tomadas: “Impopular foi levar o Brasil ao caos. E isso foi o PT quem fez”.

PUBLICIDADE

FHC finalizou dizendo que não há nada pior do que demitir um amigo, mas que às vezes isso tem que ser feito. Ele elogiou Geddel por se antecipar e entregar a carta de demissão: “Às vezes não tem jeito, não é questão pessoal, é política”.