Para BofA Merrill Lynch, privatização da Cesp pode ser retomada após eleições

Analistas exaltam dividendos e acreditam que postergação de decisão sobre concessões não deve afetar ações

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SÃO PAULO – Apesar dos recentes comentários do ministro de minas e energia Edison Lobão inspirarem desconfiança acerca do futuro da Cesp (CESP6) e suas concessões, o Bank of America Merrill Lynch se mostrou otimista com o cenário para a empresa. O banco norte-americano mantém sua recomendação de compra para as ações da companhia, com um preço-alvo de R$ 30.

Para os analistas, caso uma definição sobre os contratos de concessão da empresa seja postergada para depois das eleições, a perspectiva de vitória do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) tanto na esfera estadual quanto federal, conforme mostram as recentes pesquisas eleitorais, traz maior confiança para os investidores. Isto porque a legislação vigente garante à Cesp o direito de renovar suas concessões no caso de sua privatização.

“Tanto José Serra quanto Geraldo Alckmin (os prováveis candidatos do PSDB para a presidência e o governo de São Paulo, respectivamente) são vistos como nomes pró-privatização, já tendo privatizado ou tentado privatizar diversas companhias durante seus mandatos como governador de São Paulo”, diz o  Bank of America Merrill Lynch, que credita a falha na tentativa da privatização da empresa, em março de 2008, à resistência do governo federal.

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Risco
Os analistas disseram que os riscos de queda para a ação são limitados, com a própria postergação da decisão das concessões da empresa sendo o principal entrave para os papéis. Além disso, 
as contingências da CESP, que somam R$ 1,23 bilhão, também preocupam.

Porém, a expectativa de forte distribuição de dividendos referentes ao ano passado deverá garantir suporte para as ações da companhia mesmo no caso de um fluxo de notícias negativas.