Para Amorim, proposta dos EUA ante retaliações é “verdadeiramente séria”

Governo adiou início das retaliações, que iriam começar nesta quarta-feira; depois, EUA farão "pagamento prévio"

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SÃO PAULO – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira (6) que a proposta apresentada pelos EUA para tentar reverter a decisão do governo brasileiro de retaliar a produtos norte-americanos foi a primeira “verdadeiramente séria”. 

Na última semana, uma delegação do Escritório de Representação Comercial dos EUA esteve em Brasília para negociar uma solução. O governo do país assumiu o compromisso de alterar seu programa de garantia de crédito à exportação e criar um fundo de US$ 147,3 milhões por ano para assistência técnica ao setor de algodão do Brasil.

A retaliação, que teria início nesta quarta-feira (7), foi adiada em 10 dias úteis, para 22 de abril, quando os EUA deverão fazer um “pagamento prévio”, segundo Amorim. A partir dessa data, o governo brasileiro determinou um período de 60 dias para acertar detalhes do acordo e verificar o “grau de seriedade” das propostas dos Estados Unidos, e discutir uma proposta mais ampla. 

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Vitória sem antiamericanismo
Em depoimento perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado, Amorim declarou que o caso, que durou mais de sete anos e meio, confirma a firmeza da defesa dos interesses brasileiros “sem nenhum antiamericanismo”.

O ministro ainda disse que os EUA só se dispuseram a uma negociação verdadeiramente séria quando perceberam a real disposição do governo brasileiro em prosseguir com a retaliação de 102 produtos americanos, autorizada pela OMC (Organização Mundial de Comércio).