Segundo Estadão

Para a maioria dos brasileiros, governo Temer é quase uma extensão de gestão Dilma, revela Ipsos

Conforme conta o colunista do Estadão, observou-se um processo de maior conhecimento acerca da figura de Temer entre o eleitorado, o que explica a elevação na sua taxa de desaprovação simultânea ao aumento da aprovação de 6% para 19%

SÃO PAULO – Uma nova pesquisa de avaliação de governo foi divulgada na manhã desta segunda-feira em primeira mão pela coluna do jornalista José Roberto de Toledo, do Estadão. Segundo levantamento feito pelo instituto Ipsos, a desaprovação a Michel Temer equivale à de Dilma Rousseff, com 70% avaliando negativamente o interino contra 75% à petista afastada do Palácio do Planalto. Pelo acumulado das últimas pesquisas, observa-se um crescimento da desaprovação do peemedebista e uma redução na de Dilma. Antes de a petista tornar-se ré de processo aberto no Senado, a desaprovação de Temer era de 61%, depois passou para 67% em maio — três pontos abaixo do registrado na última pesquisa. A margem máxima de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Conforme conta o colunista do Estadão, observou-se um processo de maior conhecimento acerca da figura de Temer entre o eleitorado, o que explica a elevação na sua taxa de desaprovação simultânea ao aumento da aprovação de 6% para 19%. Movimento oposto, de desconhecimento, foi registrado com relação ao governo. Desde que os senadores decidiram afastar Dilma, a taxa dos brasileiros que não sabem opinar sobre o governo saltou de 2% para 22%, bem como as avaliações da gestão como regular, que foi de 21% para 29%. Confirmando a interpretação que Toledo fez dos dados, também houve variação negativa simultânea nos índices de aprovação (de 9% para 6%) e desaprovação (de 69% para 43).

“A primeira pesquisa sobre a sua gestão mostra que o interino terá de fazer algo muito positivo para se diferenciar da antecessora. O principal objetivo de Temer e seu staff é a condenação de Dilma pelo Senado e o seu afastamento definitivo. Essa condição até pode ser necessária, mas a pesquisa do Ipsos mostra que dificilmente será suficiente – ao menos do ponto de vista da opinião pública”, escreveu o jornalista em sua coluna.

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