AO VIVO Radar InfoMoney: Ambev cai com Morgan rebaixando recomendação com aumento de competição e saída do Brasileirão

Radar InfoMoney: Ambev cai com Morgan rebaixando recomendação com aumento de competição e saída do Brasileirão

Debate

Painel WW: “falam que essa é a terra do futebol e do samba. Aqui não, esse é um País violento”

Debate mediado por William Waack tratou da violência e os desafios do Brasil na área de segurança pública

arrow_forwardMais sobre
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O Painel WW, apresentado por William Waack, debateu na última sexta-feira (21) a questão da violência e os desafios do Brasil na área de segurança pública. Para o convidado Maurício Pestana, jornalista e diretor da revista Raça, primeiro é preciso admitir que este é um País que sempre foi violento.

“Temos que admitir. Falam que essa é a terra do futebol, do samba, da alegria e da harmonia. Aqui não, esse é um país que sempre foi violento”, afirmou. Ele lembrou ainda do fácil acesso à armas que se tem por aqui: “se fala muito dos EUA, que qualquer um tem acesso à armas, mas aqui no Brasil também é assim”.

Neste cenário, a diretora-executiva da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, também comentou que a melhor solução para resolver o problema é a repressão ao comércio ilegal de armas, já que boa parte do acesso se dá não só pelo tráfico internacional, mas também de armamento obtido dentro das nossas fronteiras.

Aprenda a investir na bolsa

Pestana também acredita que a questão da violência é algo histórico no Brasil e afeta principalmente os negros, em um debate que parte também do preconceito enraizado na sociedade. E isso pesa também na atuação não só da Polícia Militar, mas até mesmo de seguranças particulares. Participou ainda do debate o consultor de segurança pública e coronel da reserva da PM-SP, José Vicente da Silva Filho.

Para Samira, o Brasil sofre de um racismo estrutural, que afeta diferentes classes, sendo, por exemplo, que 6 em cada 10 policiais mortos são negros. Segundo a diretora da ONG, ou o Brasil cria política públicas com recortes raciais e de gênero, ou não conseguirá enfrentar o problema da violência.

Confira o debate: