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SÃO PAULO – O Banco Pactual e o Credit Suisse First Boston divulgaram relatórios na última quarta-feira analisando as modificações no cenário político brasileiro ocorridas principalmente após o anúncio do adiamento da reforma ministerial da última terça-feira.
Basicamente, as instituições analisaram as nomeações dos novos ministros do Planejamento e da Previdência e do novo líder do PT no Congresso. Os bancos discorreram também a respeito da Pesquisa CNI-Ibope, a qual mostrou dados da avaliação do atual governo.
Ministro é bem recebido
Em seu relatório, o CSFB afirmou que a nomeação de Paulo Bernardo (PT) para o Ministério do Planejamento foi bem recebida pelo mercado. O agora ministro afirmou que sua nomeação não representará qualquer mudança na política econômica, ilustrando seu bom relacionamento com o Ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
Bernando destacou ainda que não simpatiza com a idéia de elevar a meta de inflação de 5,1% estipulada para 2005 e não está havendo dispêndios exacerbados por parte do governo.
Já em relação ao novo líder do PT no Congresso, Arlindo Chinaglia, o Pactual julgou a mudança positiva, por acreditar que este possui melhores relações políticas com toda a base aliada do que o líder anterior.
Adiamento da reforma
Para o CSFB, a declaração do presidente Lula de que as conversações em torno da reforma ministerial estão encerradas deveu-se às dificuldades para contornar os conflitos políticos e partidários gerados pelos rumores em torno da reforma e à ameaça de rompimento com o governo por parte do presidente da Câmara, caso o deputado Ciro Nogueira (PP) não fosse nomeado para o Ministério das Comunicações.
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Neste sentido, o banco afirma que, com o adiamento da reforma ministerial, o presidente Lula posterga a utilização de um instrumento que poderia contribuir para um melhor relacionamento do governo com o Congresso.
Críticas ao presidente
Já o Pactual destaca que a incapacidade de Lula em harmonizar o balanço de poder entre a base aliada e o PT, na medida em que vários obstáculos à reforma foram criados anteriormente ás nomeações da última terça-feira.
Neste sentido, o banco recomenda atenção ao cenário político brasileiro, dado que acha improvável uma maior unidade da base aliada e uma maior eficiência do governo no Congresso.
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Queda da popularidade de Lula
Já em relação à pesquisa CNI/Ibope, divulgada na terça-feira, os analistas chamaram a atenção para a queda na popularidade do presidente do Lula, que, apesar de ainda se manter elevada, atingiu pela primeira vez um percentual substancialmente inferior ao desfrutado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A expectativa é de que a aprovação do presidente continue caindo gradualmente nos próximos meses, em função da alta sazonal do desemprego.
Insatisfação com política econômica
Outro aspecto interessante levantado pelos analistas foi que a pesquisa mostrou uma queda no percentual de pessoas que aprovam a atuação do governo Lula em relação às taxas de juros. O percentual de entrevistados que esperam aumento do desemprego nos próximos seis meses também subiu de forma substancial.
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Por fim, em uma clara manifestação de insatisfação em relação à carga tributária, quase 70% dos entrevistados afirmaram que desaprovam a atuação do governo em relação aos impostos.