P-SOL entra com representação contra Joaquim Roriz

Senador é alvo de denúncias da Operação Aquarela, que desmontou esquema de desvios de recursos no Banco de Brasília

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SÃO PAULO – O P-SOL entrou com uma ação nesta quinta-feira (28) contra o senador Joaquim Roriz na Secretaria Geral do Senado, para investigação de possível quebra de decoro parlamentar.

A presidente do partido, Heloísa Helena, afirmou que a representação poderia ter sido encaminhada diretamente para o Conselho de Ética, entretanto, para evitar qualquer mecanismo “protelatório”, o partido decidiu entrar com a representação na Mesa Diretora.

Denúncias de desvios de recursos

No processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, o P-SOL protocolou representação diretamente no Conselho de Ética, no entanto, o presidente do colegiado na época, senador Siba Machado, enviou a representação à Mesa antes de abrir processo no colegiado.

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Roriz é alvo de denúncias investigadas pela Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no Banco de Brasília. Ele teria negociado R$ 2,2 milhões de origem desconhecida. Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram o senador supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do banco.

Senador se defende

O senador negou nesta quinta-feira, em discurso no Senado, ter cometido atos ilícitos e colocou seus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição da Justiça. Segundo Roriz, o empréstimo foi feito para que pudesse pagar um animal que adquiriu em um leilão.

Afirmando estar envergonhado, o senador disse que pensou em se licenciar e até renunciar ao cargo, mas depois preferiu colocar-se à disposição dos colegas de plenário, da Justiça e de quem mais se interessar. “Se encontrarem algo que me denigre eu farei o que o Senado determinar”, disse Roriz.