Eis a questão

Outra dúvida além do Copom: afinal, o governo amou ou odiou a nota de Tombini?

Segundo a Agência Estado, movimento feito ontem pelo presidente do BC agradou o Palácio do Planalto; já segundo a Folha, Planalto detestou a nota

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SÃO PAULO – Enquanto o mercado segue na dúvida sobre se o Copom (Comitê de Política Monetária) vai elevar ou não a Selic na decisão desta quarta-feira (20) após os sinais “dovish” (mais brando) do presidente do Banco Central, depois de meses com uma comunicação “hawkish”, outra dúvida pairou o mercado hoje.

Afinal, o governo “amou” ou “odiou” a nota de Alexandre Tombini comentando as previsões do FMI (Fundo Monetário Internacional)?

Segundo informações da Agência Estado, o movimento feito ontem por ele agradou ao Palácio do Planalto. A avaliação de auxiliares da presidente Dilma Rousseff foi a de que Tombini fez um aceno para a “ancoragem” do mercado ao divulgar uma nota alertando para mudanças “significativas” das projeções do FMI, com previsão de retração de 3,5% neste ano no Brasil.

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A expectativa do governo é que essa reviravolta no cenário sirva como argumento para o Comitê decidir nesta quarta-feira, 20, aumentar “ligeiramente” a taxa básica de juros, em 0,25 ponto porcentual, ou mesmo mantê-la no atual patamar de 14,25% ao ano. No PT, o comentário inédito de Tombini, após o relatório do FMI, foi visto como um sinal de que pode haver uma reorientação da política monetária. “A nota divulgada por ele não foi qualquer coisa”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Porém, a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, destacou uma outra visão do governo sobre a nota do presidente do BC, citando um assessor do Planalto. “Apesar da sede pela manutenção dos juros no patamar atual, o governo detestou a nota de Alexandre Tombini considerando ‘significativas’ as novas projeções de crescimento do FMI sobre a economia brasileira”, afirmou a coluna. Segundo a coluna, um auxiliar presidencial reclamou que “Tombini quebrou a liturgia do silêncio na véspera da reunião do Copom”. 

Desta forma, as pressões sobre o presidente do BC e as dúvidas sobre o que achar de qualquer ação da autoridade monetária sobre os juros parece estar apenas começando. 

(Com Agência Estado)

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