Otimista quanto ao Brasil, Fitch prevê crescimento do PIB de 5,5% em 2010

"País está melhor preparado que o México", dizem analistas da agência de risco; ratings de ambos permanecem inalterados

SÃO PAULO – O Brasil está melhor posicionado frente à crise econômica do que o México, e deverá postar em 2010 maiores taxas de crescimento. A leitura é da equipe da agência de classificação de risco Fitch, expressa em relatório divulgado nesta quarta-feira (24).

Segundo os analistas da Fitch, o Brasil deverá postar este ano uma expansão de 5,5% em seu PIB (Produto Interno Bruto), após uma leve contração estimada em 0,4% no ano passado. “A economia brasileira deverá se beneficiar do consumo interno, maiores níveis de investimento e recuperação no preço das commodities”, disse Shelly Shetty, diretora sênior da agência.

Por sua vez, o crescimento no México em 2010 deverá ser de 4%, após uma forte retração de 6,5% a ser registrada em 2009, segundo projeções da Fitch. De acordo com Shetty, as fragilidades ainda mostradas pelos EUA devem limitar a capacidade de recuperação mexicana.

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Ratings inalterados
A despeito do maior otimismo à economia brasileira neste ano, a Fitch descarta uma eventual mudança no rating do País, que permanece um nível abaixo do concedido ao México. Segundo a agência, a diferença deve-se à maior solidez estrutural mexicana, bem como ao menor nível de endividamento público e a um histórico mais longo de “políticas macroeconômicas prudentes”.

Por falar na dimensão fiscal, os analistas projetam uma deterioração nos déficits em conta corrente em ambos os países, “embora um fluxo maior de capital deva permitir que os Bancos Centrais do Brasil e do México acumulem reservas adicionais em 2010”.

Política
No que diz respeito à esfera política, a Fitch não prevê mudanças significativas nas políticas econômicas brasileiras em função da mudança de poder no Planalto. A expectativa de estabilidade também se aplica ao México, que em 2010, conta em sua agenda eleitoral apenas disputas estaduais.