Nomes na mesa

Os dois nomes da política tradicional cotados para substituir Vélez no Ministério da Educação

Presidente Jair Bolsonaro afirmou durante café da manhã com jornalistas que decidirá se demitirá ou não Ricardo Vélez do cargo na segunda-feira - e um nome do DEM e outro do PSDB são cogitados para o lugar

SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro sinalizou, em café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (5), que decidirá na próxima segunda se demitirá ou não Ricardo Vélez Rodriguez do Ministério da Educação.

Com isso, as especulações sobre quem poderá substituir Vélez ganham cada vez mais força. De acordo com informações da IstoÉ, os nomes do ex-ministro da pasta Mendonça Filho (DEM-PE) e do senador Izalci Lucas (PSD-DF) são ao mais cotados para assumir o lugar.

A publicação aponta que este seria o caminho para começar a entregar postos no primeiro escalão aos partidos, como forma de consolidar uma base de governo e facilitar a aprovação da reforma da Previdência. Por outro lado, se Bolsonaro optar por um caminho técnico, o nome cogitado é do atual presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Carlos Alberto Decotelli.

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O nome de Izalci também foi citado pelo Correio Braziliense, apontando que o senador tem a indicação de líderes e parlamentares evangélicos para assumir o Ministério. “Há um apoio, mas não conversei ainda com o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Izalci.

Polêmica no ministério

Vélez protagonizou inúmeras polêmicas desde sua posse e é cada vez mais questionado no cargo, principalmente pela ala militar. “Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão”, afirmou Bolsonaro em café da manhã com jornalistas.

“Até segunda vai ser resolvido. Quem vai decidir sou eu. Segunda é o dia do fico ou não fico”, reforçou o presidente. Vélez, por sua vez, garantiu nesta sexta que não entregará o cargo, durante fórum empresarial em Campos do Jordão (SP).

A última crise criada pelo ministro surgiu por causa de sua intenção de revisitar a história do golpe militar de 1964 nos livros escolares, medida vista como uma tentativa de agradar a Bolsonaro e se segurar no cargo.

O MEC passa por uma intensa “dança das cadeiras” nas últimas semanas, em meio a uma disputa por influência entre seguidores de Olavo de Carvalho, militares e técnicos da pasta.

(Com Ansa)

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