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Os brasileiros estão preparados para o radicalismo de Bolsonaro? Questiona The Economist

"As mídias sociais trouxeram Bolsonaro, um parlamentar de extrema-direita que vomita veneno, das margens políticas à presidência da quarta maior democracia do mundo", diz o texto

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SÃO PAULO – Em sua primeira edição após a eleição, a The Economist segue dando destaque para Jair Bolsonaro (PSL), desta vez destacando a divisão da população e as incertezas sobre o que esperar do futuro governo, sob o título “Os brasileiros estão preparados para o radicalismo de Bolsonaro?”.

De acordo com a publicação, não houve festa no domingo após a vitória do candidato do PSL, que fez seu discurso por uma live no Facebook. “Isso foi apropriado. As mídias sociais trouxeram Bolsonaro, um parlamentar de extrema-direita que vomita veneno, das margens políticas à presidência da quarta maior democracia do mundo”, diz o texto.

A Economist diz que os eleitores agora se perguntam o que a eleição irá representar, já que deram a vitória para Bolsonaro cure “a tríplice praga da corrupção, aumento do crime e recessão econômica”.

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“Eles estão preparados para acompanhar seu radicalismo, em parte porque ele não se parece nem soa como os políticos de centro e de esquerda que causaram esses problemas”, afirma.

O texto, que chama o programa de Bolsonaro “uma mistura de liberalismo econômico e conservadorismo social”, destaca ainda a euforia do mercado com a eleição e ressalta os primeiros nomes escolhidos para compor a equipe do presidente eleito, mas também reforça que há riscos sobre as decisões que estão sendo tomadas.

Quanto mais problemas Bolsonaro encontrar ao promulgar seus planos econômicos, maior a probabilidade de enfatizar o lado mais perverso de sua agenda. Incentivar a polícia a matar suspeitos criminosos dará a impressão de que o governo está fazendo algo contra o crime”, continua a Economist.

“Embora os mercados tenham comemorado sua eleição, Bolsonaro e seus aliados lembraram os brasileiros que valorizam a democracia por que eles o temem, conclui a publicação destacando as falas do novo presidente contra a Folha de S. Paulo, ameaçando retirar a verba do governo do jornal.

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