De olho no tempo de TV

Os 5 minutos na TV que podem fazer a diferença para o candidato governista em 2018

Levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que candidato governista pode ter 40% do tempo de TV

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SÃO PAULO – Levantamento do jornal Folha de S. Paulo aponta que, se for concretizada a união dos partidos governistas em torno de um único candidato à presidência, ele poderá obter um importante trunfo em 2018: a maior fatia da propaganda eleitoral na TV e no rádio. 

O estudo mostra que, caso o governo mantenha os partidos do centrão apoiando um candidato do governo, 40% do tempo total de TV e rádio – quase 5 minutos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundo – ficaria com o candidato governista. Os partidos que formam o centrão são liderados por PP, PSD, PR, PTB e PRB.

Já o PT de Lula e o PSDB de Geraldo Alckmin – partido que deixou recentemente a base de aliada ao Palácio do Planalto – terão, respectivamente, 13% (1 minuto e 35 segundos) e 10% (1 minuto e 18 segundos) se não conseguirem promover alianças. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ficaria com 4% (33 segundos). 

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Enquanto isso, mesmo pontuando bem nas pesquisas, Jair Bolsonaro (deve ser lançar pelo Patriota) e Marina Silva (Rede) terão tempo ínfimo caso não convençam outras legendas a ingressas em suas chapas. O tempo seria de 10 segundos para o deputado e 12 segundos para a senadora. Os dois pré-candidatos têm baixas expectativas de fechar alianças significativas para 2018. 

Já o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tenta manter pontes de olho em possível apoio do PMDB e de outras siglas governistas e, caso tenha sucesso, pode dominar quase a metade do tempo de propaganda na TV.  Por enquanto, o cenário que se aponta é que a base se divide entre o tucano e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para candidatos. Para o PT, por sua vez, o “cenário dos sonhos” seria liderar novamente uma frente de partidos de esquerda, o que renderia ao seu candidato cerca de 25% do tempo.

Vale destacar que a perspectiva é de que as redes sociais passem a exercer um papel mais relevante a partir das eleições do ano que vem. Contudo, o tempo de TV segue sendo bastante cobiçado pelos candidatos, já que ainda exerce ainda um importante papel de convencimento para a população.