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Os 5 eventos que vão agitar os mercados na semana

Confira no que ficar de olho nesta segunda e na semana antes de operar na B3

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SÃO PAULO –  Os olhos dos mercados se voltam nesta semana para a possível denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, decisão do CMN sobre a meta e votação da reforma trabalhista na CCJ do Senado, além da repercussão sobre o Datafolha. Lá fora, a segunda-feira marca alívio para as bolsas mundiais em meio à leve alta do petróleo e acordo na Itália, enquanto aguardam a fala de Janet Yellen e indicadores na China. Confira os destaques desta segunda e da semana:

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias e os índices futuros registram uma sessão de alta seguindo os ganhos do petróleo, gerando alívio nos mercados sobre preocupação com baixa recente que levou a commodity de cerca de US$ 50 para até US$ 42 nas últimas três semanas. Além disso, os mercados repercutem a notícia vinda da Itália, que começou neste domingo a liquidar dois bancos problemáticos, baseados na região de Veneto, em um acordo que implicará a transferência dos bons ativos das instituições para o Intesa Sanpaolo e que poderá ter um custo final para o Estado de até 17 bilhões de euros (19 bilhões de dólares). Além disso, atenção para o início do fórum em Sintra, em Portugal, com presidentes do BCE (Banco Central Europeu), BOE (Bank of England) e BOJ (Bank of Japan).

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Na Ásia, o  índice de blue-chips chinês fechou na máxima de mais de um ano nesta segunda-feira, impulsionado pela notícia de que o MSCI pode aumentar substancialmente o peso futuro das ações “A” da China em seu índice de mercados emergentes.

Às 8h10, este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) +1,05%

*FTSE (Reino Unido) +0,68%

*DAX (Alemanha) +0,81% 

*Hang Seng (Hong Kong) +1,16% (fechado)

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*Xangai (China) (fechado) +0,79% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,10% (fechado)

*Petróleo WTI +0,09%, a US$ 45,60 o barril

*Petróleo brent +0,26%, a US$ 43,14 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +0,70%, a 433 iuanes

2. Denúncia contra Temer

Há fortes rumores de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar três denúncias contra Temer nesta semana, o que deverá aumentar a tensão na política. Segundo a revista Época, a primeira, de corrupção passiva, deverá ser apresentada já nesta segunda-feira (26).

De acordo com alguns veículos, a tendência agora é que o governo priorize a defesa do presidente. A ideia é reunir os votos na Câmara para conseguir derrubar as denúncias, o que, por consequência, fará com que as reformas, em especial a da Previdência, sejam deixadas para depois. Segundo o G1, a depender da gravidade e se houver uma votação apertada contra as denúncias de Janot, dificilmente a Câmara terá ambiente para discutir um tema tão complexo como a Reforma da Previdência. Com a denúncia prestes a acontecer, Temer reuniu aliados no último domingo para traçar estratégia, enquanto líderes da base aliada na Câmara dos Deputados afirmaram ao Estadão não ser possível assegurar a rejeição da denúncia contra o presidente. De acordo com o jornal O Globo, Janot diz em parecer não ter dúvidas sobre a culpa de Temer. 

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3. Datafolha 

Em meio à crise política, o Datafolha do último final de semana mostrou que a  aprovação ao governo do presidente Michel Temer caiu ao menor índice para um governo federal em 28 anos. Segundo o levantamento, apenas 7% dos entrevistados consideraram o governo Temer ótimo ou bom. É o menor nível desde os 5% obtidos por José Sarney em 1989.

Já nesta segunda-feira, a pesquisa mostrou que Lula lidera com 30%, seguido por Bolsonaro, 16%, e Marina, 15%, em cenário com Alckmin pelo PSDB; no cenário com Dória, Lula teria 30%, Marina e Bolsonaro têm 15% cada, e Doria 10%. Conforme destacou o gestor da Verde Asset Luis Stuhlberger na Expert 2017, caso possa competir, Lula estará no segundo turno – e trará emoções ao mercado (veja mais clicando aqui). 

Já sobre a Lava Jato, o jornal Folha de S. Paulo destaca que a força-tarefa da Operação está apreensiva com o impacto da delação no sistema financeiro e estuda uma forma de, ao contrário do que ocorreu com as empreiteiras, preservar as instituições e os empregos que geram (veja mais clicando aqui). 

4. Agenda de indicadores da semana

Os destaques da agenda ficam com o exterior, principalmente nos Estados Unidos, onde na quinta-feira (29) às 9h30 (horário de Brasília) será divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre deste ano. A expectativa da equipe da LCA Consultores é que a maior economia mantenha o ritmo de crescimento apresentado anteriormente, de 1,2%. Ainda nos EUA, chamam atenção os discursos de diversos diretores do Federal Reserve espalhados pela semana, com destaque para a fala da chairwoman Janet Yellen na terça-feira.  Em Portugal, evento entre dias 26 e 28 terá participação de outros três dos principais banqueiros centrais do mundo: Mario Draghi, do BCE, Haruhiko Kuroda, do BOJ, e Mark Carney, do BOE. Na China, sai PMI de junho, com estimativa próxima ao resultado do mês anterior.

No Brasil, atenção especial para a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), na quinta-feira, em que além da decisão sobre a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para o terceiro trimestre, também será definida a meta de inflação para o ano de 2019. Segundo a Rosenberg Associados, é provável que haja uma redução para 4,25% ou 4%, ficando em linha com as expectativas já ancoradas do mercado. “A manutenção da meta em 4,5% poderia ser mal recebida pelos mercados, então vale a pena acompanhar a decisão com atenção”, afirmam os analistas.

Destaque também para os dados de desemprego da PNAD Contínua (sexta-feira), que a Rosenberg estima ficar em 13,7%, além do indicador de inflação IGP-M (quinta-feira), e o Resultado Primário do Governo Central (quinta-feira), que deve registrar déficit ao redor de R$ 17 bilhões. Nesta semana, também haverá a votação da reforma trabalhista na CCJ (dia 28); a votação em plenário deve ser no começo de julho.

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5. Noticiário corporativo

A J&F, controladora da JBS, segue mais uma vez no radar dos mercados. Segundo fonte ouvida pela Bloomberg, a J&F tem oferta de R$ 14 bilhões da Arauco pela Eldorado. Já a Petrobras autorizou a retomada de negociação com a Sete Brasil, enquanto o Estadão informa que, para técnicos da CVM, Petrobras terá de refazer balanços.

No setor de educação, o Valor informa que a Kroton tenta retirar do Cade plano de fusão com Estácio. No setor de mineração, o Estadão informa que participantes de fundos de pensão questionam reestruturação da Vale. Já na Light, Ana Maria Horta Veloso renunciou ao cargo de presidente.

(Com Bloomberg, Reuters e Agência Estado)