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Os 5 eventos que vão agitar os mercados na semana

Confira os assuntos que agitarão os mercados nos próximos dias

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SÃO PAULO – O exterior tem mais um dia positivo, o que pode animar o mercado brasileiro, com o Ibovespa há dez pregões não sabendo o que é cair. Nesta segunda-feira (8), os mercados internacionais se atentam a alguns comentários de algumas autoridades do Federal Reserve, enquanto as commodities registram ganhos. O noticiário político e sobre a reforma da Previdência também estão no radar. Veja os destaques desta segunda e da semana:

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais seguem em movimento de alta. Na Ásia, a sessão foi novamente de ganhos, estendendo o rali que teve início na semana passada com expectativas de que a economia global se manterá em sólida trajetória de recuperação este ano. No começo dos negócios, porém, os mercados chineses ficaram pressionados depois de Pequim anunciar regras mais duras para o setor bancário para evitar uma bolha de crédito. Já as bolsas europeias têm quarta alta seguida e seguem pares asiáticas com expectativa de lucros fortes no início da temporada de resultados. 

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No mercado de commodities, o petróleo negociado em Nova York permanece acima de US$ 61 com baixa das perfurações nos EUA reforçando otimismo sobre redução da oferta, enquanto os contratos futuros de minério de ferro negociados na China avançaram, impulsionando as ações do setor de mineração em Londres.

Às 8h27 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,14%

*CAC-40 (França) +0,34%

*FTSE (Reino Unido) 0%

*DAX (Alemanha) +0,36% 

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*FTSE MIB +0,22%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,28% (fechado)

*Xangai (China) +0,54% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,89% (fechado)

*Petróleo WTI +0,29%, a US$ 61,62 o barril

*Petróleo brent +0,04%, a US$ 67,71 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,97%, a 555,5 iuanes (nas últimas 24 horas)

Bitcoin US$ 15.413,50 -9,58% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda doméstica de indicadores

No Brasil, o destaque da semana fica por conta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que será divulgado na quarta-feira (10) às 9h. Segundo a GO Associados, o dado deve ficar em 0,28% em dezembro e encerrando o ano em 2,79%, inferior ao piso da meta do Banco Central de 3%. Se isso ocorrer, será o menor nível da inflação no País desde 1998, quando terminou o ano em 1,65%.

Entre os outros que serão apresentados, haverá ainda o indicador de vendas no varejo na terça-feira (9) às 9h. A projeção é que novembro mostre estabilidade em relação ao mês anterior, enquanto para os dados do setor de serviços, que saem na sexta-feira (12), a expectativa é de avanço na passagem mensal, influenciado pela recuperação da indústria.

3. Agenda externa de indicadores

Nos Estados Unidos, os destaques são os dados de inflação ao consumidor e vendas no varejo referentes ao mês de dezembro, ambos divulgados na sexta-feira (12). Segundo a GO Associados, a combinação entre um bom crescimento econômico, aliado a uma baixa taxa de inflação, tem aumentado a confiança dos investidores e sustentando o otimismo das bolsas. A expectativa é que os dados de dezembro reforcem este cenário, fato que mantém a perspectiva de aumento gradual dos juros.

Além disso, em todos os dias da próxima semana, incluindo o fim de semana, diretores do Fed farão discursos e podem dar detalhes sobre a visão da autoridade sobre o futuro da política monetária. Nesta segunda, falarão o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, às 15h40, o de São Francisco John Williams, às 16:35, como de Boston (Eric Rosengren) às 19h.

Já na Zona do Euro, também serão divulgados vários dados de atividade ao longo da semana. Na segunda-feira serão revelados o desempenho do setor de varejo, enquanto no dia seguinte será publicada a taxa de desemprego, sendo que na quinta-feira (11) teremso a produção industrial, todos dados de dezembro. A região também tem mostrado recuperação da atividade, dessa forma, os dados que serão divulgados ao longo da semana são importantes para calibrar a velocidade de crescimento no bloco econômico, afirma a GO.

4. Noticiário político

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O noticiário político é bastante movimentado. Em destaque, está a repercussão sobre a ida do presidenciável Jair Bolsonaro ao PSL, enquanto os liberais do Livres abandonaram a sigla. Além disso, no último fim de semana, ganhou destaque a notícia da Folha de S. Paulo sobre o patrimônio de R$ 15 milhões dos Bolsonaros, incluindo o deputado e seus três filhos. O deputado rebateu a notícia usando o parecer de Rodrigo Janot. Em 2015, a Procuradoria-Geral da República recebeu uma denúncia questionando os valores informados por Bolsonaro em relação às suas duas casas da Barra, no Rio de Janeiro. O então procurador-geral arquivou expediente dizendo que os valores eram os mesmos do Imposto de Renda.

Ainda em destaque, a Folha de S. Paulo ressalta que o  governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reforçou sua posição como candidato à presidência do campo governista, mas precisa emplacar entre 10% e 15% até abril nas pesquisas de intenção de voto para deslanchar a sua campanha, segundo avaliação de estrategistas tucanos e de siglas aliadas ao governo.

Atenção ainda aos esforços do governo para aprovar a reforma da previdência. A coluna Painel, da Folha, destaca que Temer vai a programas do SBT para explicar a proposta. Contudo, apesar dos esforços, dirigentes de legendas da base aliada apontam que será  difícil aprovar a reforma em fevereiro. Segundo o jornal, eles calculam que faltam 30 votos que o governo não tem de onde tirar.   

Assim, com o objetivo de tentar reverter pelo menos dez votos de deputados que se disseram indecisos com a aprovação da reforma, Temer avalia igualar as regras de aposentadoria dos agentes penitenciários às dos policiais federais e legislativos, em busca de novo apoio para aprovar a reforma em fevereiro. Na nova norma os agentes penitenciários passariam a ter idade mínima de 55 anos para aposentadoria, proposta que foi discutida em maio na Câmara, mas não avançou.

De olho no cenário fiscal, segue ainda a repercussão sobre as mudanças na “regra de ouro”. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na última sexta-feira (5) ser contra ideia de pura e simplesmente suspender o mecanismo que proíbe governo de ampliar a dívida em valor superior ao investimento: “existe de fato uma proposta de suspender a regra de ouro por alguns anos; eu não gosto dessa proposta, eu não aprovo”, apontou. 

5. Noticiário corporativo

A Petrobras considera realizar uma emissão externa este mês, segundo informa o Estadão. Já a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, informa que o TCU pode impedir acordo da estatal com os norte-americanos por perdas da Lava Jato. A Eletrobras convocou AGE sobre venda distribuidoras para 8 de fevereiro, enquanto o presidente da Natura, João Paulo Ferreira, disse em entrevista a Folha que, em dez anos, a empresa estará em 70 países. Por fim, o Carrefour Brasil foi iniciado como ’equal-weight’ pelo Morgan Stanley.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)