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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira ao que se atentar na abertura do mercado brasileiro

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SÃO PAULO – Em dia de feriado nos EUA, a cautela predomina nos principais mercados mundiais após o anúncio de teste de míssil norte-coreano. Já no Brasil, o governo tenta acelerar a reforma trabalhista após baque com a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Confira os destaques:

  1. 1. Bolsas mundiais

    Com as bolsas fechadas nos EUA por conta do feriado de Independência, a sessão é reduzida liquidez e de queda nos mercados internacionais. A cautela predomina com  altas do ouro e iene com tensão geopolítica e sell-off em Hong Kong. A maior parte do mercado asiático apresentou perdas devido às tensões na península coreana depois que a Coreia do Norte disparou um míssil que caiu em águas japonesas, aprofundando as preocupações com as capacidades nucleares dos norte-coreanos.

  2. Os índices acionários da China recuaram nesta terça-feira, também pressionadas pelo índice de blue-chips que segundo alguns analistas deve ter uma correção após subir com força devido à inclusão das ações do país no índice do MSCI. “A recente correção é técnica uma vez que as blue-chips superaram de longe o mercado neste ano, mas vemos poucas chances de uma grande virada nas grandes empresas da indústria já que elas não estão sobrevalorizadas”, disse Xu Wei, analista do Hongxin Securities.

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O petróleo tem leve baixa após oito sessões de alta com aumento da produção da Opep; cobre e níquel operam em baixa em Londres.

Às 8h20, este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) -0,24%

*FTSE (Reino Unido) -0,11%

*DAX (Alemanha) -0,26% 

*Hang Seng (Hong Kong) -1,53% (fechado)

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*Xangai (China) (fechado) -0,39% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,12% (fechado)

*Petróleo WTI -0,30%, a US$ 46,93 o barril

*Petróleo brent -0,36%, a US$ 49,50 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -2,92%, a 465 iuanes

*Minério spot negociado em Qingdao, na China -1,65%, a US$ 63,23 a tonelada

 

2. Agenda econômica

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O Senado vota urgência para reforma trabalhista, que governo quer acelerar. Se o pedido for aprovado, o Projeto de Lei entra na Ordem do Dia da segunda sessão ordinária. 

Na agenda do dia, o IBGE divulga a produção industrial de maio às 9h, com estimativa de alta de 0,6% na comparação com abril. À noite, às 22h45, destaque para os dados de serviços de junho revelados pela Caixin, na China. 

3. Prisão de Geddel e denúncia na CCJ

Em meio à prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima na tarde de ontem quebrar o alívio com a soltura do ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, Temer faz maratona de reuniões com parlamentares. Ele se reúne ao longo do dia, separadamente e em horários consecutivos, com ­22 deputados e senadores, além do ministro da saúde, Ricardo Barros.

De acordo com a coluna Painel, da Folha, a prisão de Geddel   será usada por aliados de Michel Temer para inflar o discurso de que o Judiciário trava uma luta política para apear o presidente do poder. Além disso, o Estadão destaca que, com a prisão de Geddel, o Palácio se preocupa com possíveis investidas do procurador-geral da República sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Investigados na Operação Lava Jato, eles são os auxiliares mais próximos do presidente Michel Temer.

Ainda na agenda de Temer, às 9h30, ele se reúne com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e com o ministro de Minas e Energia Fernando Bezerra Filho.  

Vale destacar que o governo segue de olho na votação da denúncia contra Temer na CCJ. Segundo a Folha de S. Paulo, contas preliminares feitas pelos articuladores de Michel Temer na Câmara apontam que o governo ainda não tem os votos necessários para derrotar a denúncia na Comissão. Por outro lado, em entrevista à rádio BandNews no final da tarde de ontem o presidente afirmou que tem “quase certeza absoluta” que a denúncia feita contra ele não será aceita pelo plenário da Câmara dos Deputados.

4. Lava Jato e volta de Aécio ao Senado

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Nesta terça-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht prestarão depoimento nesta como testemunhas de defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro. Os depoimentos serão dados à Justiça Federal de Brasília serão prestados por meio de videoconferência. 

Destaque ainda para a volta de Aécio Neves ao Senado. Segundo o Estadão, o senador dispensou a ajuda de assessores e decidiu escrever de próprio punho um pronunciamento para seu retorno, mas até a noite de ontem ainda não havia decidido se usaria a tribuna. A expectativa em seu entorno é de que ele se defenda sem partir para o ataque à Lava Jato ou à Procuradoria-Geral da República. Com a devolução de suas prerrogativas políticas, o presidente licenciado do PSDB vai reforçar a ala pró-Temer no Congresso e defender as reformas.

5. Noticiário corporativo

O noticiário corporativo é movimentado. A empresa de meios eletrônicos de pagamento Cielo informou  que espera uma redução de cerca de R$ 185 milhões no lucro de 2017 em função de mudança no tratamento contábil de seus números, após o Banco Central habilitar a companhia para atuar como credenciadora. Já a Petrobras anunciou um novo reajuste de preços nos combustíveis, com aumento do preço médio nas refinarias em 1,8% para a gasolina e em 2,7% para o diesel. Os novos preços entraram em vigor a partir da meia-noite desta terça-feira. O Itaú Unibanco informou uma importante mudança na forma como divulga seus resultados trimestral, que passa a ocorrer após o fechamento do mercado, e não mais pela manhã como sempre aconteceu.  

(Com Reuters, Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)