Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Bolsonaro de olho na aprovação da reforma previdenciária e tom mais ameno dos negócios nos Estados Unidos devem colaborar para a menor aversão ao risco por aqui.   

Weruska Goeking

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SÃO PAULO – O mercado doméstico deve apontar correção após as perdas de 2,2% do Ibovespa na véspera e a alta de 2,1% no dólar em uma dia de ressaca pós eleitoral. Os investidores devem reagir positivamente à sinalização do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de aprovar pelo menos parte da reforma previdenciária.

O tom mais ameno dos negócios nos Estados Unidos, que contaminou negativamente o mercado doméstico na véspera, também deve colaborar para a menor aversão ao risco por aqui. 

Veja no que ficar de olho nesta terça-feira (30):

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1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta após o órgão regulador do mercado financeiro anunciar que quer aumentar a liquidez do mercado e incentivar a recompra de ações, além de fusões e aquisições de empresas listadas, a última de uma série de declarações oficiais destinadas a estimular os mercados.

Os índices europeus operam majoritariamente em queda em meio a tensões comerciais entre China e Estados Unidos e resultados corporativos trimestrais. A Bloomberg noticiou na véspera que os Estados Unidos estão se preparando para anunciar tarifas sobre todos os importados chineses no início de dezembro, caso as conversas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcadas para o próximo mês, não vinguem.

Os índices futuros em Wall Street apontam para abertura em alta sob a expectativa de fortes balanços trimestrais. A Coca-Cola, a Fiat Chrysler e a General Electric estão entre as principais empresas que devem divulgar seus resultados antes da abertura dos mercados nos Estados Unidos.

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Os preços do petróleo caem diante do aumento da oferta da commodity enquanto o mercado aguarda o início das ações dos Estados Unidos ao Irã em 4 de novembro.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h55 (horário de Brasília):

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*S&P 500 Futuro (EUA) +0,26%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,18%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,17%

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*DAX (Alemanha) -0,30%

*FTSE (Reino Unido) +0,05%

*CAC-40 (França) -0,41%

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*FTSE MIB (Itália) -0,55%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,45% (fechado)

*Xangai (China) +1,02% (fechado)

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*Nikkei (Japão) -0,91% (fechado)

*Petróleo WTI -0,69%, a US$ 66,58 o barril

*Petróleo brent -0,76%, a US$ 76,75 o barril

*Bitcoin US$ 6.277.68 -0,12%
R$ 23.220 +0,93% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,37%, a 539,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Analistas sem censura

O programa Analistas sem Censura traz os comentários de Bruce Barbosa, Renato Breia e Marília Fontes, da Nord, sobre as perdas no mercado após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e as oportunidades de investimentos em renda fixa e ações durante sua presidência. 

O programa vai ao ar às 15h (de Brasília), ao vivo, com transmissão pela página do Facebook do InfoMoney e e pela IMTV

3. Agenda econômica e de balanços

No Brasil, serão divulgados dados de desemprego monitorados pela Pnad e relativos a setembro, às 9h (de Brasília) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A estimativa mediana da Bloomberg é que a taxa de desemprego caia de 12,1% para 11,9%. 

O Banco Central dá início à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta tarde. A decisão sai após o fechamento do pregão na quarta-feira (31) e o mercado estima manutenção da taxa Selic em 6,50% ao ano.

Além dos indicadores, atenção especial para a temporada de resultados corporativos. O destaque fica com Cielo, Eletropaulo, Smiles e Telefonica, após o fechamento do mercado.

Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.

4. Noticiário político 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deu suas primeira entrevistas exclusivas – após a vitória nas urnas – a três emissoras de TV na noite desta segunda-feira (29) e disse que pretende agilizar as negociações para aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano, ou pelo menos parte dela, e que levará adiante os planos de privatização citados ao longo de sua campanha.

“Semana que vem estaremos em Brasília e buscaremos junto ao atual governo aprovar alguma coisa do que está em andamento lá, como a reforma da Previdência. Senão num todo, em parte do que está sendo proposto, porque evitaria problemas para o futuro governo”, disse. 

“Nós vamos procurar o governo e vamos procurar salvar alguma coisa desta reforma. A forma como ela está sendo proposta, não adianta eu ser favorável ou o general [Hamilton Mourão] ser favorável. Nós temos que ver o que poder ser aprovado, o que passa pela Câmara e pelo Senado”, acrescentou.

As declarações do presidente eleito vão na contramão de seu provável chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que afirmou que a tendência seria encaminhar uma nova reforma em 2019, diferente daquela do governo Temer.

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Bolsonaro falou ainda sobre privatização e que pretende começar pelas estatais deficitárias e “tudo o que não for função do “Estado”. O recém eleito ponderou que essas privatizações serão feitas com “responsabilidade e modelo justo”.

Outro ponto defendido por ele nas entrevistas foi a revisão da Medida Provisória do Teto dos Gastos. “É dispensável a questão do teto, porque a economia já está deficitária. Então não adianta querer revogar a emenda constitucional do teto se não há mais como investir no Brasil. O teto no meu entender é importante. Se puder ser aperfeiçoado, será bem-vindo”, explicou.

Nos debates internos da equipe de Bolsonaro, o provável ministro Paulo Guedes defendeu a redução das reservas internacionais, hoje em US$ 380 bilhões, segundo o Valor Econômico, citando fonte não identificada que participou das discussões

5. Noticiário corporativo

O Itaú Unibanco encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido recorrente de R$ 6,454 bilhões, uma alta de 3,2% ante o mesmo período do ano passado. O resultado, porém, ficou abaixo da projeção de R$ 6,520 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg. O retorno médio sobre o patrimônio cresceu 21,3% no terceiro trimestre.

Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 83,8 milhões no terceiro trimestre de 2018, um prejuízo de R$ 0,1142 por ação. A receita líquida ficou em R$ 4,6 bilhões no período, contra R$ 4,1 bilhões no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado foi de R$ 412,2 milhões e margem Ebitda de 9%. 

A Multiplan registrou lucro líquido de R$ 116,4 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 54,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com margem líquida de 38,3%. O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) totalizou R$ 227,2 milhões – um aumento de 25,5% em relação ao terceiro trimestre de 2017-, com margem de 74,7% no período.

A ANP anunciou ontem os novos preços de comercialização do diesel para o mês de novembro, os quais já foram implementados pela Petrobras. Em média, os preços foram reduzidos em 10,1%. Para esta terça-feira, o preço do diesel nas refinarias caiu para R$ 2,1228, enquanto o preço da gasolina se manteve em R$ 1,9855.

A JBS resgatou cerca de US$ 1,5 bilhão em títulos de dívida no exterior que venciam entre 2020 e 2021. O objetivo é alongar o perfil de vencimento das dívidas e reduzir a taxa média de juros.

A MRV Engenharia anunciou sua saída da Log Commercial Properties (na qual possui 46,3% de participação) e passará a se dedicar somente ao negócio de incorporação residencial. Na cisão, essa participação será transferida, de forma proporcional, a todos os acionistas da incorporadora.

A Transmissão Paulista registrou um lucro líquido regulatório de R$ 191,5 milhões no trimestre, uma redução de R$ 39,4 milhões em relação ao lucro registrado no mesmo período do ano anterior. De julho a setembro, a companhia teve uma receita líquida de R$ 605,9 milhões e um Ebitda ajustado de R$ 517,1 milhões, com margem de 85,3%.

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