Fique de olho

Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

China e Estados Unidos acenam para fim da guerra comercial e animam mercados

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O otimismo global ganha força com sinais de que as negociações entre China e Estados Unidos têm avançado e o clima deve favorecer o mercado doméstico após o Ibovespa superar a marca dos 95 mil pontos na véspera e renovar mais uma vez sua máxima histórica. O índice fechou com alta de 1,01%, aos 95.351 pontos. 

Permanece no radar a expectativa com novidades sobre a reforma da Previdência e novas polêmicas envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e sua família. 

Veja no que ficar de olho nesta sexta-feira (18):

1. Bolsas mundiais

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Os índices das bolsas asiáticas encerraram esta sexta com alta de mais de 1% impulsionados pelo otimismo com as negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Os investidores comemoraram a divulgação de relatos informando que as autoridades norte-americanas podem estar ponderando a possibilidade de flexibilizar as tarifas impostas a China, em uma tentativa de avançar com as negociações. 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, propôs retirar todas ou algumas das tarifas sobre as importações chinesas para dar a Pequim uma razão para fazer concessões mais profundas nas negociações comerciais entre os dois países, informou o Wall Street Journal, citando fontes. Do outro lado, um alto funcionário do governo disse para a CNBC, que “não há discussão sobre a retirada de tarifas agora”.

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O mercado acionário europeu também opera em alta na esteira do otimismo generalizado em relação à guerra comercial entre China e Estados Unidos. A elevação de ratings de alguns bancos da Europa também ajudam a dar fôlego às altas das bolsas.

O mesmo caminho de otimismo é trilhado pelos índices futuros dos Estados Unidos enquanto o shutdown – paralisação parcial do governo por falta de orçamento – chega ao seu 28º dia sem solução. O presidente Donald Trump cancelou sua ida ao Fórum de Davos devido ao shutdown. 

Os preços do petróleo operam em alta diante do alívio na relação entre China e Estados Unidos e da queda drástica da produção pelos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o que ameniza os temores em relação ao excesso de oferta. 

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h03 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,33%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,42%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,42%

*DAX (Alemanha) +0,98%

*FTSE (Reino Unido) +1,09%

*CAC-40 (França) +1,22%

*FTSE MIB (Itália) +0,74%

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*Hang Seng (Hong Kong) +1,25% (fechado)

*Xangai (China) +1,42% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,29% (fechado)

*Petróleo WTI +0,90%, a US$ 52,54 o barril

*Petróleo brent +0,58%, a US$ 61,66 o barril

*Bitcoin US$ 3.574 +1,23%
R$ 13.861 +2,13% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +3,13%, a 528,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Conexão Brasília

O programa Conexão Brasília recebe, a partir das 14h45 (de Brasília), o analista político da XP Paulo Gama. O programa comentará os resultados do Barômetro do Poder, que estreia nesta sexta-feira no InfoMoney e traz um compilado das opiniões das principais casas de análise política sobre temas de interesse nacional.

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O programa também comentará os destaques do noticiário político na semana. Dentre eles, o caso Queiroz, o decreto de flexibilização da posse de armas, as discussões sobre a reforma da Previdência e as expectativas com a ida de Jair Bolsonaro a  Davos. O programa será transmitido, ao vivo, pela InfoMoneyTV.

3. Agenda econômica

A agenda doméstica é esvaziada e nos Estados Unidos, às 12h15 (de Brasília), será divulgada a produção industrial relativa a dezembro. A estimativa mediana coletada pela Bloomberg aponta alta de 0,2% na comparação mensal.

Já os dirigentes do Federal Reserve John Williams e Patrick Harker discursam após o meio-dia. Ontem, presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, reforçou o discurso sobre paciência com a alta de juros por lá.

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

4. Noticiário político 

Novas polêmicas envolvendo a família Bolsonaro surgem no radar.  O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar suspendendo a investigação criminal contra Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). De plantão, Fux atendeu a um pedido feito pelo filho do presidente.

Um ministro do STF ouvido pelo jornal Folha de S. Paulo disse que o pedido foi considerado uma “confissão de culpa”. Segundo o magistrado, o caso ficou ainda mais grave e a atitude é uma confissão de que o envolvido é o senador eleito e não o motorista. 

Outros ministros da corte acreditam ainda que, se a questão for aberta no STF, o presidente Jair Bolsonaro também será investigado, já que existem movimentações financeiras ligadas à primeira-dama Michelle.

Até mesmo grupos mais próximos do presidente Jair Bolsonaro sinalizaram incômodo com o pedido de seu filho. Segundo o G1, integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação. Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro. “Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou um auxiliar próximo do presidente.

Em novo episódio sobre a polêmica das mensagens em redes sociais que ganhou força durante a campanha eleitoral, o jornal Folha de S. Paulo publicou a informação de que uma funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatApp para a campanha de Bolsonaro foi nomeada para um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência e deve despachar a poucos metros do presidente.

Com salário de cerca de R$ 10,3 mil, Taíse de Almeida Feijó será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha. 

Sobre a reforma da Previdência, o governo esclareceu que não é intenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipar itens da proposta de reforma de Previdência durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. “O ministro da Economia vai falar sobre a importância central da reforma para o equilíbrio macroeconômico do País no encontro”, esclareceu.

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Uma fonte do governo, ao ser questionada sobre a possibilidade de a proposta ser apresentada, disse que “esse é um tema da maior importância, o ministro vai com algum detalhe desse tema pra Davos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Segundo a Bloomberg, todos os cenários de reforma da Previdência apresentados ao presidente Jair Bolsonaro incluem idade mínima e tempo de transição menor do que os 20 anos que estão na proposta que está em tramitação no Congresso.

5. Noticiário corporativo

>> O Ibama responsabilizou a Petrobras pela demora em entregar um plano detalhado de desativação da plataforma flutuante Cidade do Rio de Janeiro, que vazou no início deste ano.

Na avaliação da diretora de licenciamento ambiental do Ibama, Larissa Santos, o documento que a Petrobras entregou ao órgão ambiental em junho de 2018 não tinha qualidade técnica para ser analisado. “Era um documento incompleto, que apesar de ser chamado de projeto, por parte do licenciado, não trazia um conjunto de informações mínimas para a avaliação”, afirmou ao Estado.

>> Em comunicado ao mercado, a Eletrobras confirmou a abertura do Plano de Demissão Consensual 2019 a partir do dia 21. Segundo a estatal, o plano será implantado na holding e também nas controladas Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furnas.

A companhia informa que a meta é o desligamento de 2.187 funcionários, o que geraria uma economia de R$ 574 milhões ao ano, a um custo de R$ 731 milhões. As adesões ocorrerão por um prazo de 30 dias.

>> A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai retirar, até a próxima terça-feira (22), a matrícula de 10 aviões operados no País pela Avianca, que está em recuperação judicial desde dezembro. Com o cancelamento das matrículas, as aeronaves serão devolvidas imediatamente à empresa de arrendamento GE Capital Aviation Services, que havia entrado na Justiça devido à falta de pagamentos.

A Anac informou que o procedimento poderá causar impactos nos voos da Avianca nos próximos dias e aconselhou os passageiros com viagens marcadas a procurarem a empresa.

(Com Bloomberg e Agência Estado)