Fique de olho

Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Pesquisa Ibope e início da temporada de balanços estão no radar dos investidores

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – A aversão ao risco global, que pausou o rali das eleições por aqui na véspera, é atenuada nesta quarta-feira (24) e os investidores devem voltar sua atenção para o início da temporada de resultados relativos ao terceiro trimestre. O período começa com um nome de peso, com a Vale reportando seus números após o fechamento do mercado.

Na corrida eleitoral, pesquisa Ibope mostra que vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) caiu de 18 para 14 pontos percentuais sobre Fernando Haddad (PT) e aumenta as expectativas do mercado com as próximas sondagens. 

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira (24).

1. Bolsas mundiais

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As bolsas asiáticas encerraram sem direção definida ainda em meio às preocupações globais com o crescimento chinês, o orçamento italiano e a crise geopolítica desencadeada pelo assassinato de um proeminente jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita.

Na Europa, as bolsas alternam entre perdas e ganhos ainda impactados pela aversão ao risco global, e aos índices futuros em Wall Street apontam para uma abertura em leve queda e sob a expectativa de divulgação de novos balanços corporativos. 

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O preço do petróleo do tipo brent cai até US$ 75, no menor patamar desde agosto, diante das preocupações com a demanda pela commodity e às vésperas das sanções que serão impostas pelos Estados Unidos ao Irã a partir de 4 de novembro.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h51 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,54%

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*Dow Jones Futuro (EUA) -0,41%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,63%

*DAX (Alemanha) +0,31%

*FTSE (Reino Unido) +0,73%

*CAC-40 (França) +0,67%

*FTSE MIB (Itália) -0,29%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,38% (fechado)

*Xangai (China) +0,33% (fechado)

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*Nikkei (Japão) +0,37% (fechado)

*Petróleo WTI -0,08%, a US$ 66,38 o barril 

*Petróleo brent -0,53%, a US$ 75,91 o barril

*Bitcoin US$ 6.476,66 +0,66%
R$ 23.799 -1,25% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,58%, a 536,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Pesquisa Ibope

Pesquisa Ibope divulgada na última noite mostrou Jair Bolsonaro (PSL) mantendo uma grande distancia contra Fernando Haddad (PT). O deputado oscilou de 59% para 57%, enquanto o candidato petista saiu de 41% e agora tem 43% dos votos válidos. Diferença entre Bolsonaro e Haddad caiu de 18 para 14 pontos em relação ao último levantamento. A maior variação ocorreu na rejeição; a de Bolsonaro subiu de 35% para 40% e empatou com a de Haddad, que caiu de 47% para 41%. Veja a pesquisa completa aqui.

3. Agenda econômica

A agenda doméstica é fraca nesta quarta-feira. Às 10h30 (de Brasília), serão divulgados os dados fiscais de setembro. A projeção é de uma arrecadação de R$ 108,6 milhões em setembro, o que corresponde a um crescimento real acumulado no ano de 6%.

Nos Estados Unidos, atenção especial para o Livro Bege, às 15h (de Brasília), que deve trazer mais detalhes sobre a visão dos membros do Federal Reserve sobre a alta de juros nos país, o que tem sido alvo de duras críticas do presidente Donald Trump, que diz que este é o motivo para o atual momento de queda do mercado norte-americano.

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Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.

4. Noticiário político

Os sinais emitidos pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que deixará o cargo com o fim do mandato de Michel Temer, preocuparam a equipe econômica de Bolsonaro, segundo a Folha de S. Paulo. O nome dele era o único cogitado para a função. A campanha do candidato trabalha em um mapa de governo com apenas 15 ministérios, mas até agora a única certeza é a de que as pastas de Planejamento, Fazenda e Indústria vão virar um só, que deve ser liderada por seu guru Paulo Guedes. 

O economista já tem feito movimentos de aproximação de outros grandes nomes do mercado, como Mansueto Almeida, atual secretário do Tesouro, e de Marcos Mendes, secretário especial do Ministério da Fazenda, informa a Folha. 

Apesar da busca por nomes reconhecidos pelo mercado por sua competência para a equipe econômica, reportagem da Folha aponta que a proposta de reforma tributária de Bolsonaro provocará um rombo anual de R$ 27 bilhões. No entanto, Marcos Cintra, economista que trabalha na proposta, afirma que o modelo final evitará perdas aos cofres públicos. 

No campo internacional, Bolsonaro estaria estudando uma nova relação com os Estados Unidos. Aliados do candidato acreditam em uma semelhança de perfis do militar reformado e de Donald Trump e que isso permitiria uma “química” favorável à agenda bilateral, informa o jornal Valor Econômico. 

5. Noticiário corporativo

O início da temporada de balanços do terceiro trimestre terá os números de Fibria e Weg, antes da abertura do pregão, e Localiza, Vale e Via Varejo, após o fechamento do mercado. 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) rejeitou as alegações da Eletrosul e da Eletronorte, subsidiárias da Eletrobras, sobre o descumprimento dos prazos para entregas de linhas de transmissão – que já deveriam estar em operação.

João Doria (PSDB), que liderou último Ibope com 6 pontos à frente de Márcio França (PSB) na corrida pelo governo de São Paulo, disse que a Sabesp pode ofertar ações em Nova York e deve se expandir para novas áreas, incluindo tratamento de lixo. 

Segundo o Valor Econômico, Bolsonaro deve mudar comando de estatais, inclusive da Petrobras.

Um grupo de minoritários da Gol está se unindo para se posicionar contra o plano de migração da companhia aérea para o Novo Mercado, segundo a coluna do Broadcast do Estadão. De acordo com eles, se a intenção da companhia for para frente, eles não terão direitos políticos diretamente na empresa operacional.

A Biosev está analisando uma potencial alternativa estratégica envolvendo a usina Giasa, localizada no município de Pedras de Fogo, na Paraíba. Até o momento, porém, não há nenhuma aprovação societária ou documento vinculante de alienação a este respeito. As ações da companhia subiram 10,79% no último pregão; no mês já sobem 114,04%.