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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

SÃO PAULO – O ceticismo do mercado sobre a reforma da previdência foi substituído pela euforia com a data de julgamento do recurso de Lula na segunda instância, o que fez o Ibovespa saltar 1,39% na véspera. Nesta sessão, o ânimo do mercado pode continuar, enquanto outros eventos estão no radar, como a decisão de política monetária do Federal Reserve. Confira os destaques desta quarta-feira (13):

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias oscilam com leve baixa, enquanto o mercado aguarda possíveis sinalizações do Federal Reserve hoje e BCE amanhã. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com exceção de Tóquio, que foi pressionado pela fraqueza do dólar ante o iene na esteira da vitória de um democrata na eleição do Alabama para o Senado norte-americano. 

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O resultado foi também considerado uma derrota para o Donald Trump que apoiou a candidatura de Moore, embora o republicano seja alvo de acusações de assédio sexual, e reduziu a maioria do Partido Republicano no Senado para apenas um assento. Com isso, aumentam as dificuldades do presidente para passar projetos legislativos na Casa. 

Às 8h12 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,02%

*CAC-40 (França) -0,10%

*FTSE (Reino Unido) -0,01%

*DAX (Alemanha) -0,11% 

*FTSE MIB -0,43%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,49% (fechado)

*Xangai (China) +0,70% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,57% (fechado)

*Petróleo WTI +0,84%, a US$ 57,62 o barril

*Petróleo brent +1,28%, a US$ 64,15 o barril

*Bitcoin US$ 17.047 +0,45% (nas últimas 24 horas) 

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,70%, a 506 iuanes (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

O destaque da agenda de indicadores fica para a decisão de política monetária do Fed às 17h (horário de Brasília). Há ampla expectativa de que o BC dos EUA elevará juros pela terceira vez este ano ao fim de sua reunião de dois dias. Investidores ficarão atentos também à indicação de quantas vezes o Fed poderá aumentar juros em 2018 e a projeções de inflação para o curto prazo. A presidente do Fed, Janet Yellen, falará às 17h30 e deve dar mais sinalizações sobre os próximos passos a seguir em 2018. 

Antes disso, às 11h30, será divulgado nos EUA os dados de preços ao consumidor de novembro e, ás 13h30, os números de estoque de petróleo bruto. Já no Brasil, atenção para os dados de vendas no varejo de outubro, às 9h.

3. Data de julgamento de Lula

Antes do esperado, o TRF-4 decidiu a data de julgamento do recurso de Lula em segunda instância para 24 de janeiro de 2018, aumentando a avaliação por diferentes lados do espectro político de que o petista deve ter a condenação confirmada.  A data é “um pouco mais cedo do que imaginávamos” e reforça expectativa de que Lula não seja candidato, aponta a Eurasia Group que ressalta que, olhando para a eleição de 2018, Lula ainda pode ter vários recursos, mesmo com decisão negativa nessa data. Contudo, na margem, o julgamento mais cedo reforça a probabilidade de que Lula venha a ser desclassificado de disputa.

A eventual condenação de Lula deve mexer bastante com a disputa eleitoral. Conforme destaca a LCA Consultores, o PT terá de avaliar se mantém a candidatura de Lula num eventual cenário de confirmação de sua condenação pelo TRF4, pois o desgaste será elevado. Além disso, “a demora para resolver a situação eleitoral de Lula também será um importante fator de turbulência na campanha”. 

4. Reforma da previdência

O noticiário da reforma da previdência foi um pouco ofuscado no final da tarde de ontem pela data de julgamento do recurso de Lula – contudo, segue sendo monitorado de perto pelo noticiário. Aliados de Michel Temer já admitem que a votação da reforma da Previdência deve ficar para o ano que vem, apesar do esforço do governo de colocar a proposta em votação na próxima terça-feira, antes do recesso parlamentar. Segundo o Estadão, durante jantar promovido pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), na noite desta terça-feira em Brasília, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que a aprovação da proposta está crescendo, mas talvez não seja suficiente para realizar a deliberação até o final deste ano.

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O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), declarou que o clima está melhorando, principalmente por causa da economia, e que alguns parlamentes consideram que em 2018 pode estar “ainda melhor”. “Nós vamos analisar”, comentou. Alguns deputados e senadores defendem que o PIB pode superar as expectativas no próximo ano, o que facilitaria o discurso do governo pela aprovação. Contudo, há dúvidas sobre a viabilidade de aprovação no ano eleitoral. 

Por fim, vale destacar que a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (13), na Câmara, operação que tem como alvo os deputados Carlos Henrique Gaguim (PODE-TO) e Dulce Miranda (PMDB-TO), vice-líder da sigla no plenário. A PF investiga um esquema de corrupção que teria desviado recursos públicos direcionados a obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins. 

5. Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, a Oi apresentou um plano revisado que daria aos credores até 75% da empresa. A CSN teve ratings colocados em watch negativo por Fitch enquanto que, na Gafisa, o acionista GWI quer mudar regra em possíveis OPAs. A IRB exerceu opção de venda de ações da Africa RE por cerca de US$ 62 milhões. Além disso, a oferta secundária de units da Sanepar movimentou R$ 1,04 bilhão. 

Já o Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que administra R$ 171 bilhões avalia participar do IPO da BR Distribuidora como forma de diversificar portfólio. A Petrobras divulga nesta sessão o preço fixado por ação da BR Distribuidora. Por fim, uma notícia que pode mexer com a RD: farmácias e drogarias de todo o país vão poder oferecer o serviço de vacinação a clientes. A possibilidade foi garantida em resolução aprovada ontem (12) pela diretoria colegiada da Anvisa.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)