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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (16)

SÃO PAULO – O grande destaque do mercado nesta quarta-feira fica para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), com o BC pressionado em meio à alta do dólar. Já a agenda externa traz produção industrial e estoques de petróleo dos EUA, além de falas de Mario Draghi e dirigentes do Federal Reserve. Confira os destaques desta quarta-feira (16):

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias e o S&P futuro operam perto da estabilidade, enquanto o dólar volta a registrar ganhos frente as principais moedas emergentes. Os rendimentos dos títulos dos EUA recuam,  mas seguem acima de 3%, enquanto o rendimento do papel da Itália dispara com populistas que tentam formar governo discutindo reduzir dívida pública em US$ 300 bilhões. 

Na América Latina, vale destacar que, em um dia tenso no mercado internacional e crucial para o país, dado o vencimento de uma dívida de curto prazo emitida pelo Banco Central do país de 617 bilhões de pesos (cerca de US$ 25 bilhões), o governo de Mauricio Macri finalmente conseguiu acalmar os investidores, fazendo com que o dólar fechasse em queda de 3,16%, cotado a 24,5 pesos.

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Já na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, em meio a incertezas geopolíticas ligadas à Coreia do Norte e o avanço do juro da T-note de 10 anos ao maior nível em cerca de sete anos. Ontem, a Península Coreana voltou ao foco depois que a Coreia do Norte desistiu de um encontro de alto escalão que faria hoje com autoridades da Coreia do Sul, em razão da realização de manobras militares conjuntas entre Seul e Washington. Além disso, a mídia norte-coreana afirmou que Pyongyang poderá reconsiderar a reunião de cúpula marcada para 12 de junho entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Entre os dados econômicos, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês registrou contração anualizada de 0,6% no trimestre até março, a primeira desde os últimos três meses de 2015. O resultado interrompeu o período mais longo de crescimento no Japão em 28 anos.

No mercado de commodities, o petróleo segue perto de US$ 71; o cobre e níquel sobem em Londres e o minério estende baixa em Dalian.

Às 8h03 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,05%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,01%

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*Nasdaq Futuro (EUA) +0,13%

*DAX (Alemanha) +0,34%

*FTSE (Reino Unido) +0,11%

*CAC-40 (França) 0%

*FTSE MIB (Itália) -1,77%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,13% (fechado)

*Xangai (China) -0,70% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,44% (fechado)

*Petróleo WTI -0,14%, a US$ 71,21 o barril

*Petróleo brent -0,62%, a US$ 77,94 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,92%, a 482,50 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 8.392,56 -4,44%
R$ 31.569 -3,46% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda econômica

O grande destaque da agenda econômica doméstica fica para após o fechamento do mercado, quando o Banco Central divulga a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), amplamente esperada com um novo corte de 25 pontos-base na Selic, para 6,25% ao ano. Porém, esta projeção começou a ganhar contestações após a recente disparada do dólar, o que leva alguns analistas a defender que a autoridade monetária não reduza os juros agora. De qualquer forma, esta variação cambial deve realmente levar o BC a selar o ciclo atual e confirmar já no comunicado que irá manter a Selic nos próximos meses.

Antes disso, pela manhã (8h30), o BC apresenta também o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de março, considerado a prévia mensal do PIB (Produto Interno Bruto), com expectativa de queda de 0,3% na base de comparação mensal. 

Nos EUA, agenda de dados inclui, às 10h15, a produção industrial mensal de abril, com estimativa de alta de 0,6% e, às 11:30, para os estoques petróleo até 11 de maio, com estimativa de queda de 1,35 milhão de barris.  Entre as falas de destaque, o presidente do BCE, Mario Draghi, fala em Frankfurt às 9h; o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, fala às 9h30 e o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, fala em coletiva de imprensa às 18h30.

3. IMTV

No Be-a-bá da Bolsa, a partir das 11h, o analista da Carteira InfoMoney Thiago Salomão responde à pergunta sobre as novas gestoras do mercado: afinal, como saber se elas são confiáveis. 

Já a partir das 11h30 (horário de Brasília), a IMTV recebe o estrategista político Arick Wierson, para uma entrevista ao vivo. O norte-americano atuou na campanha vitoriosa de Michael Bloomberg para a prefeitura de Nova York e agora deseja ingressar no tumultuado mercado eleitoral brasileiro. Na pauta, as estratégias que deverão ser adotadas pelos candidatos, o combate às fake news e a oferta de novas opções e narrativas aos eleitores em um ambiente de amplo descrédito da política.

4. Notícias do dia

O noticiário eleitoral segue sendo destaque dos jornais. Segundo a coluna Painel, da Folha, com Geraldo Alckmin sob pressão e empacado nas pesquisas, auxiliares d o tucano tentam convencê-lo a ampliar sua presença nas redes sociais e na imprensa, lançando novos produtos para canais de internet, como o YouTube, e aumentar o número de entrevistas a rádios. Os primeiros testes devem começar nesta semana.

Já o Estadão destaca que, beneficiados pelas duas últimas janelas de transferência partidária, o Podemos e o PP se uniram em uma ofensiva jurídica para que a distribuição do tempo de TV às legendas no horário eleitoral gratuito na campanha eleitoral não tenha como critério o tamanho das bancadas eleitas em 2014, como prevê a regra atual. 

Ainda ontem, o Plenário da Câmara dos Deputados encerrou sessão na qual se analisava requerimento para a votação, de uma só vez, dos destaques simples apresentados à medida provisória que permite à Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizar diretamente a comercialização da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha. Deputados continuarão a votar a matéria em sessão a partir das 9h desta quarta-feira, segundo a Agência Câmara.

5. Noticiário corporativo

A reta final da temporada de balanços ganha destaque, com atenção para a Eletrobras, que registrou lucro líquido de R$ 56 milhões no primeiro trimestre, uma retração de 96% sobre o R$ 1,378 bilhão em igual período do ano passado. No critério gerencial, a queda foi de 22%, para R$ 429 milhões.

Ainda sobre a estatal, o governo muda trecho do decreto que inclui Eletrobras no PND. “Fica qualificada, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos – PPI, e incluída no Programa Nacional de Desestatização – PND, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras, condicionada a assinatura de contrato que tenha por finalidade a realização dos estudos necessários à execução deste Decreto à aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei nº 9.463, de 2018”, segundo o novo trecho. 

Já o InfoTrade de hoje, destaque para o dólar, que deve dar um alívio após disparada nos últimos dias. No “Gráfico do Dia”, as atenções ficam por conta das ações da Localiza (RENT3), que deixam um sinal de reversão e podem oferecer uma oportunidade de compra. Confira clicando aqui. 

 

(Com Bloomberg