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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Decisão do Copom, guerra comercial e eleições estão no radar dos investidores

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SÃO PAULO – O mercado deve digerir a nova pesquisa Ibope que mostrou Jair Bolsonaro (PSL) mantido na liderança da corrida presidencial, com Fernando Haddad galgando pontos e se isolando no segundo lugar. A fotografia do momento da sondagem mostra uma antecipação da polarização entre anti-petistas e petistas. 

Ainda no radar dos investidores estão a tensão comercial entre China e Estados Unidos e a ofuscada decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a Selic, que deve ficar inalterada em 6,50%.

Confira os destaques desta quarta-feira (19):

1. Bolsas mundiais 

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As bolsas asiáticas encerraram em alta ignorando a escalada nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O governo chinês impôs tarifas sobre produtos norte-americanos no valor de US$ 60 bilhões em retaliação ao governo de Donald Trump, que aplicou 10% de tarifas sobre produtos chineses avaliados em cerca de US$ 200 bilhões em 24 de setembro. O mesmo caminho é seguido pelas bolsas europeias.

Os preços do petróleo oscilam perto da estabilidade diante das preocupações com as sanções dos Estados Unidos sobre as exportações do Irã a partir de novembro. 

O dólar recua contra maioria das moedas emergentes após a China dizer que não vai desvalorizar o yuan para impulsionar suas exportações, aliviando receios de que o país aliviaria a tensão comercial com os Estados Unidos.

  • Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h44 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,04%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,07%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,01%

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*DAX (Alemanha) +0,28%

*FTSE (Reino Unido) +0,06%

*CAC-40 (França) +0,31%

*FTSE MIB (Itália) -0,11%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,19% (fechado)

*Xangai (China) +1,14% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,08% (fechado)

*Petróleo WTI -0,04%, a US$ 69,76 o barril

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*Petróleo brent -0,13%, a US$ 78,93 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,20%, a 505,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.324,85 -0,15%
R$ 26.699 +0,37% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda 

Nesta quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) revela a nova taxa básica de juros a partir das 18h, com expectativa de manutenção da Selic em 6,5% ao ano. 

Nos Estados Unidos, o noticiário econômico é pouco movimentado. Serão publicados os dados das novas licenças de construção de novas casas e do setor externo no segundo trimestre. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

3. Pesquisa Ibope

A pesquisa Ibope divulgada na noite de ontem mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) segue mostrando tendência positiva e desta vez viu suas intenções de voto passarem de 26% para 28%. Na sequência, Fernando Haddad (PT) agora assumiu o segundo lugar isolado, crescendo 11 pontos percentuais, agora com 19%. Enquanto isso, Ciro Gomes (PDT) estagnou com 11% das intenções, mas viu os dois candidatos atrás dele oscilarem negativamente. Geraldo Alckmin (PSDB) passou de 9% para 7% dos votos, enquanto Marina Silva (Rede) agora tem 6%, contra 9% do levantamento feito dia 11 de setembro.

Nas quatro simulações feitas para segundo turno, todas contando com Bolsonaro na disputa, o candidato do PSL empata em três cenários, vencendo apenas Marina Silva (41% a 36%). Contra Alckmin e Haddad, ele empata numericamente, 38% com o tucano e 40% com o petista. Confira a pesquisa completa aqui.

4. Noticiário político

Enquanto se recupera no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro (PSL) vem sendo representado por seus filhos em compromissos de campanha, como reuniões com autoridades e especialistas. Segundo colunista do Correio Braziliense, uma das estratégias que vêm sendo trabalhadas após o ataque a facada é a consolidação de uma base de centro-direita dentro do partido. 

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Aliados acreditam que Bolsonaro tem seu lugar garantido no segundo turno e estariam começando a costurar alianças. Um de seus alvos seria o candidato João Amoêdo, do Novo. Como ele não consegue avançar nas pesquisas, o partido de Bolsonaro acredita que poderá fechar um acordo com o partido de Amoedo para o segundo turno em troca de um Ministério. No entanto, Amoêdo disse em nota que “jamais esteve ou estará com Bolsonaro” e nega que tenha havido qualquer contato do PSL. “Amoêdo não ocupará ministério em nenhum governo. Também jamais chamará Bolsonaro para compor o ministério em seu eventual governo”, escreveu.

O economista Paulo Guedes, que comandará o Ministério da Fazenda caso Bolsonaro seja eleito, anunciou para uma plateia restrita o pacote tributário que pretende implementar no governo, informa o jornal Folha de S. Paulo. Guedes quer recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre movimentação financeira, pretende criar uma alíquota única do Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas – e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.

5. Noticiário corporativo

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou o primeiro pagamento à Petrobras no âmbito do programa de subsídio ao diesel, do governo federal, de R$ 871,5 milhões, após criticas no mercado referentes a atrasos. Ainda sobre Petrobras, a estatal manteve o preço da gasolina inalterado após revisão. 

A Eletropaulo concluiu o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e o conselho de administração se reunirá para homologação. 

O governo federal espera ter decisões nos próximos 30 dias sobre um modelo para viabilizar a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 e sobre a realização de um leilão para contratar novas termelétricas na região Nordeste, disse à Reuters uma fonte próxima das discussões.

A Taesa obteve licença prévia ambiental para instalações da ERB1. A Sapore e Kinea analisam OPA (oferta pública de aquisição) pela IMC a R$ 8,50 por ação, segundo o Valor Econômico. A Embraer vai entregar três cargueiros KC-390 à FAB.

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