Fique de olho

Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Pesquisa Datafolha confirmou uma situação mais favorável a Bolsonaro na corrida eleitoral 

SÃO PAULO – O mercado brasileiro deve registrar mais um dia de euforia após os dados da pesquisa Datafolha confirmarem o cenário mais favorável para Jair Bolsonaro (PSL) na corrida eleitoral apontado pelo Ibope. Parte dos investidores começa a considerar uma vitória do deputado já no primeiro turno, que ocorre no domingo (7). 

Na véspera, a Bolsa registrou diversas marcas importantes, com o Ibovespa saltando 3,78%, em sua maior alta diária desde 7 de novembro de 2016, quando subiu 3,98%. O índice fechou a 81.593 pontos, seu maior patamar desde 22 de maio, quando estava em 82.738 pontos. O dólar comercial desabou 2,08%, cotado a R$ 3,9349 na venda, seu menor valor desde 17 de agosto, quando era cotado em R$ 3,9147.

Após seguir a euforia do mercado brasileiro e disparar 5,64% no pregão regular, o EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), principal ETF brasileiro, chegou a saltar mais 3,54% no after market após a publicação da pesquisa Datafolha e subia 4,18% nesta manhã. Já o índice de ADRs (American Depositary Receipts) Brazil Titans 20, negociado na Nyse, salta 5,45%.  

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Os investidores seguem ainda na expectativa da divulgação e nova pesquisa Ibope prevista para esta noite.

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira (3): 

1. Bolsas mundiais

As bolsas chinesas encerraram sem direção definida puxada pela queda de montadoras no Japão e recuperação das perdas na China. Na Europa, as bolsas operam em alta, se recuperando da aversão ao risco do pregão anterior com receios em relação à Itália. Notícia de que o governo italiano cedeu às pressões na União Europeia para que o país reduza sua meta de déficit fiscal impactam positivamente as ações por lá.

Os índices futuros em Wall Street também se recuperam das perdas diante do temor com a Itália na véspera. O preço do petróleo tipo WTI se sustenta no patamar de US$ 75 pelo terceiro dia seguido, os metais alternam leves baixas e altas em Londres. 

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h57 (horário de Brasília):

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*S&P 500 Futuro (EUA) +0,23%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,18%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,25%

*DAX (Alemanha) (fechado por feriado nacional)

*FTSE (Reino Unido) +0,37%

*CAC-40 (França) +0,47%

*FTSE MIB (Itália) +0,92%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,13% (fechado)

*Xangai (China) +1,06% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,66% (fechado)

*Petróleo WTI +0,05%, a US$ 75,27 o barril

*Petróleo brent +0,13%, a US$ 84,91 o barril

*Bitcoin US$ 6.457,50 -0,76%
R$ 26.090 -2,87% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,10%, a 495,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Pesquisa Datafolha

O Datafolha foi divulgado na noite de ontem e mostrou Jair Bolsonaro (PSL) subindo de 28% para 32%, enquanto Fernando Haddad (PT) oscilou para baixo, passando de 22% para 21%. A diferença entre os dois chegou a 11 pontos percentuais. No Ibope de ontem, a diferença era de 10 pontos, com o deputado do PSL chegando a 31%, contra 21% do petista. Considerando-se apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 38% ante 25% de Haddad. Para se eleger no primeiro turno, são necessários 50% mais um. 

No terceiro lugar, e cada vez mais distantes, aparecem empatados tecnicamente Ciro Gomes (PDT), que manteve o patamar de 11% das intenções, e Geraldo Alckmin (PSDB) que voltou a oscilar para baixo, saindo de 10% para 9%.

Bolsonaro não só aumentou sua liderança, como vê sua situação em eventuais cenários de segundo turno melhorar. Contra Haddad, seu principal concorrente, o Datafolha agora coloca o deputado numericamente à frente do petista, 44% x 42%, mas ainda empatado tecnicamente.

3. Agenda econômica

O destaque fica para os dados de emprego nos Estados Unidos, com a divulgação do ADP, um dos mais importantes indicadores do setor, às 9h15 (de Brasília). A estimativa mediana da Bloomberg é de 184.000 empregos gerados em setembro ante 163.000 em agosto. 

Ainda nos Estados Unidos, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, fala em Washington, 17h.  

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

4. Noticiário político 

Com a confirmação do favoritismo de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, dirigentes do PT temem uma onda de última hora marcada pelo antipetismo a favor do deputado, informa a Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, o discurso de aliados de Haddad, antes extremamente confiante, mudou de tom eles avaliam que as redes sociais de Bolsonaro influenciaram o eleitorado com o discurso de que o candidato é “o pai do kit gay”. 

Enquanto isso, pelo menos quatro candidatos a governador de partidos como DEM, PSD e Novo aproveitaram os debates transmitidos pela Rede Globo na terça-feira (2) para pedir votos em Bolsonaro. 

5. Noticiário corporativo 

A Petrobras supera Vale e volta a ser empresa mais valiosa do País. Com a forte valorização na véspera, a Petrobras chegou a R$ 319,928 bilhões em valor de mercado, superando Vale (R$ 318,083 bi), Ambev (R$ 286,881 bi) e Itaú (R$ 271,656 bi). Esse não é o maior valor de mercado alcançado pela empresa de petróleo neste ano. Em maio, a companhia chegou a valer R$ 388,845 bilhões. A estatal diz que tem defendido política preços a candidatos à Presidência. 

A Vale está perto de aprovar projeto de cobre de US$ 1 bilhão, segundo fontes da Bloomberg. A empresa, junto da BHP e da Samarco chegaram a um acordo final, informa a Reuters. A Arezzo aprovou a recompra de até 10% das ações em circulação. A ação da Renner foi elevada a outperform (acima da média de mercado, o equivalente a compra) pelos analistas do banco Safra, com preço-alvo de R$ 36,20.

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