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Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta terça-feira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta terça

SÃO PAULO – Após a fala da presidente Dilma Rousseff no Senado, o mercado aguarda pela votação do impeachment, que deve começar a noite desta terça-feira (30) e se estender até a madrugada de quarta. Já nos EUA, destaque para a fala de Fischer e para o impacto da decisão da União Europeia sobre a Apple nas bolsas do país. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais
As bolsas mundiais oscilam entre leves ganhos e perdas nesta sessão; em Wall Street, o Nasdaq futuro registra leve queda, com todos os olhos voltados para a Apple. A Comissão Europeia determinou que a Apple deve pagar 13 bilhões de euros, cerca de R$ 47 bilhões, em taxas para o governo da Irlanda. A Comissão decidiu que o esquema montado pela companhia para direcionar os lucros das operações internacionais para o país foi considerado ilegal. Esta é multa mais alta já aplicada a um processo deste gênero na Europa. No pré-market da Nasdaq, as ações da Apple registravam queda de 1,70% às 7h41 (horário de Brasília), cotadas a US$ 105,00.

Na Europa, o dia é de leve alta, mesmo após a confiança econômica nos 19 países da zona do euro ter caído em agosto para o menor patamar desde março, mostraram dados da Comissão Europeia, em mais uma indicação de enfraquecimento do humor após a decisão britânica de deixar a União Europeia (UE). O indicador de confiança econômica caiu para 103,5 em agosto, ante 104,5 em julho, seu menor patamar desde março e abaixo da expectativa. Já na Ásia, dados divulgados antes da abertura do mercado mostraram que os gastos das famílias do Japão caíram 0,5% no ano, em julho, menor do que os 0,9% esperados, assim como a queda das vendas no varejo foi menor do que a esperada. Contudo, mesmo com os dados melhores do que o esperado, o Nikkei fechou praticamente estável.

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Às 08h02, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,05%

* CAC-40 (França) +0,70%

*DAX (Alemanha) +0,84%

* Nikkei (Japão) 225 -0,07% (fechado)

*Xangai (China) +0,20% (fechado)

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*Hang Seng (Hong Kong) +0,85% (fechado)

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,04%

*Petróleo brent +0,47%, a US$ 49,49 o barril

* Minério de ferro 62% negociado em Qingdao (China) +0,29%, a US$ 59,31 a tonelada

2. Julgamento de Dilma 
Os senadores retomam hoje os trabalhos do julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. Às 10h começam os debates entre acusação e defesa. Os advogados Janaína Paschoal e José Eduardo Cardozo, respectivamente, terão uma hora e meia cada para fazer suas alegações e depois mais uma hora para réplica e uma hora para tréplica. Os debates podem, portanto, durar até cinco horas. Em seguida, será iniciada a discussão dos senadores. Cada um terá direito a falar por dez minutos, que não podem ser prorrogados e não há direito a aparte. Até a noite dessa segunda-feira (29), 53 senadores já estavam inscritos para falar, mas outros podem requisitar o direito ao debate até o último minuto. O primeiro será o senador Gladson Cameli (PP-AC). A previsão é de que essa fase do julgamento dure cerca de nove horas, podendo se estender se mais senadores se inscreverem. O  mercado aguarda votação do impeachment, que pode começar à noite e se estender até a madrugada. 

3. Vice do Fed volta a falar
Após agitar o mercado na última sexta-feira, quando disse que é possível ocorrerem até duas altas de juros nos Estados Unidos este ano, o vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer voltou a falar em uma entrevista para a Bloomberg TV nesta terça-feira. Fischer afirmou que os EUA são afortunados por não terem taxas negativas e que o Fed não está planejando fazer qualquer coisa neste sentido.

4. Agenda brasileira
Às 15h30 sai o Resultado Primário do Governo Central, entidade formada por Banco Central, Previdência e Tesouro Nacional, de julho. A estimativa mediana dos economistas é de que tenha sido registrado um déficit primário de R$ 19,30 bilhões no período. Em junho, o governo central teve um déficit de R$ 8,80 bilhões.

A terça-feira marca o primeiro da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) para decidir o novo patamar da taxa básica de juros da economia, a Selic.

5. Destaques corporativos
O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que o Brasil viverá um choque de capitalismo nos próximos dois anos com a definição do impeachment no Senado nesta semana. Para ele, isso vai propiciar a retomada do mercado de capitais brasileiro e a volta do investidor estrangeiro. Enquanto isso, a Aneel manteve multas aplicadas à Petrobras, à CPFL Energia e à Light, em recursos administrativos apresentados pelas empresas para contestar autos de infração. Já a Prumo iniciou ontem sua primeira operação de transbordo de petróleo. Para conferir mais detalhes, clique aqui.