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Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta quinta-feira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta quinta

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SÃO PAULO – A quarta-feira foi de forte queda para o Ibovespa, com o mercado repercutindo o cenário de maior incerteza para o impeachment e de olho também nas sinalizações da ata do Fomc, que fez um alerta sobre o crescimento internacional. Nesta quinta, o mercado deve seguir repercutindo o cenário político, com destaque para a repercussão do parecer do relator da Comissão do Impeachment, Jovair Arantes, e também para a delação da Andrade Gutierrez. 

Veja os cinco assuntos que você não pode deixar de acompanhar nesta quinta:

1. Bolsas mundiais
As bolsas mundiais registram um dia de cautela, com a Europa de olho na fala do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, que participa de reunião com o presidente de Portugal Marcelo Rebelo Sousa e faz apresentação em seguida, em Lisboa, às 11h (horário de Brasília). O FTSE tem leve alta de 0,01%, o DAX cai 0,13% e o CAC 40 tem baixa de 0,20%. Enquanto isso, o petróleo tem leve queda, com o contrato futuro do brent com vencimento em maio em baixa de 0,08%, a US$ 39,81 o barril, em meio às preocupações sobre a demanda da commodity. Já as bolsas chinesas recuaram mais de 1% nesta quinta-feira, com os investidores esperando uma série de dados econômicos do país, cautelosos com os sinais de aumento dos riscos de default no mercado nacional de títulos corporativos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,48%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,35%. Na próxima semana, a China vai divulgar uma série de dados econômicos importantes referentes a março. Uma pesquisa da Reuters mostrou que as exportações chinesas devem ter voltado a crescer pela primeira vez em nove meses, enquanto o ritmo de empréstimo dos bancos pode ter acelerado. No Japão, o iene atingiu a máxima de 17 meses, afundando as ações de exportadores do país no processo; o Nikkei subiu 0,2%. 

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2. Indicadores
Entre os indicadores norte-americanos, destaque para o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e sobre o volume de crédito ao consumidor em fevereiro. Vale destacar ainda que, às 18h30, a chairwoman do Federal Reserve, Janet Yellen, participa de discussão com ex-dirigentes Ben Bernanke, Alan Greenspan e Paul Volcker, em Nova York.

3. Relatório sobre o impeachment
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, considerou nulo e improcedente o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que apresentou parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o afastamento dela do cargo. Demonstrando preferência para que os “vícios” e “nulidades” apontadas pela defesa sejam corrigidos pelo próprio Congresso Nacional, Cardozo, porém, não descartou judicializar o processo, com recursos jurídicos contra o relatório apresentado por Jovair Arantes. “Eu confio que esse relatório não seja aceito pela comissão especial. As nulidades são flagrantes, as evidências são óbvias e o melhor seria que se corrigisse. Porque arrastar uma decisão como essa não faria bem para ninguém. Agora, se por ventura os direitos do estado democrático de direito forem violentados do ponto de vista do mandato presidencial, seguramente iremos à Justiça”, declarou Cardozo, sem revelar o momento em que esse recurso se daria.

4. Impeachment de Temer
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encaminhou ontem (6) ofício aos 25 partidos com representação na Casa solicitando a indicação de parlamentares para compor a comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. Do total de partidos, 20 têm líderes na Câmara. A solicitação atende a liminar proferida na segunda (5) pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Cunha desse prosseguimento ao pedido de impeachmentde Temer. A decisão de Mello atende a um pedido do advogado Mariel Marra, que acionou a Corte para questionar decisão de Cunha, que arquivou a denúncia contra Temer em dezembro. Ontem à noite, foi divulgado que o ministro Celso de Mello, do STF, negou novo pedido para abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer. O pedido foi feito pelo deputado federal Cabo Daciolo (PTdoB-RJ). Na decisão, o ministro entendeu que o Supremo não pode interferir nas atividades do Congresso.

5. Andrade Gutierrez
A delação de executivos da Andrade Gutierrez pode ser mais um motivo para o agravamento da crise que se instalou no governo Dilma Rousseff. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, a segunda maior empreiteira do Brasil fez doações legais às campanhas de Dilma e seus aliados em 2014 utilizando propinas originadas de obras superfaturadas da Petrobras (PETR3;PETR4) e do sistema elétrico.  O comando da campanha da presidente em 2014 negou, em nota encaminhada ao jornal, qualquer irregularidade nas doações feitas à petista em sua campanha da reeleição. A nota diz que “toda a arrecadação da campanha da presidenta de 2014 foi feita de acordo com a legislação eleitoral em vigor”. 

(Com Reuters e Agência Brasil)

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