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Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta quarta-feira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta quarta

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SÃO PAULO – O noticiário desta quarta-feira (31), última dia de agosto, é bastante movimentado, com destaque para a votação do impeachment, que deve culminar com a saída definitiva de Dilma Rousseff da presidência da República, conforme apontam jornais. Além disso, chama a atenção a conclusão da reunião do Copom e o PIB do segundo trimestre. Já no exterior, é destaque o dado de emprego nos EUA e as falas de dirigentes do Fed. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais
A maior parte das bolsas mundiais registra um dia de leve perdas, com os olhos voltados para os dados de emprego nos EUA com a divulgação do ADP de agosto, que será revelado às 9h15 (horário de Brasília), dois dias antes do payroll. A estimativa é de que tenham sido criadas 175 mil novas vagas no mês. Além disso, atenção para as falas dos dirigentes do Fed de Boston Eric Rosengren, de Chicago Charles Evans e de Mineapolis Neel Kashkari, que podem dar sinais sobre os próximos passos da política de juros nos EUA. Rosengren, que já se pronunciou, adotou um tom mais “hawkish” em sua fala, ao dizer que o Fed deve atingir suas metas de inflação e emprego em breve e, com isso, deve considerar que altas das taxas de juros mais rápidas que podem conter os riscos à economia. Nos EUA, atenção ainda para os dados de estoques petróleo a serem divulgados às 11h30. A expectativa é de alta de 825 mil barris. 

Às 7h47, este era o desempenho dos principais índices:

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* FTSE 100 (Reino Unido) -0,25%

* CAC-40 (França) +0,52%

*DAX (Alemanha) -0,17%

* Nikkei (Japão) 225 +0,97% (fechado)

*Xangai (China) +0,35% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,17% (fechado)

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*Dow Jones Futuro (EUA) -0,07%

*Petróleo brent -0,83%, a US$ 47,97 o barril

2. Impeachment 

Após cinco dias de sessões, esta quarta marcará o fim do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. A sessão começará hoje às 11h (horário de Brasília) com a leitura de um relatório produzido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, seguido pelos discursos de dois senadores pela defesa de Dilma e dois pela defesa do impeachment, cada um pelo tempo de cinco minutos. Em seguida ocorrerá a votação, que será feita via painel eletrônico. Não se sabe o horário exato em que a decisão deve sair, há uma expectativa de que seja por volta das 14h, mas é possível que seja até mesmo antes deste horário. Os placares de dois jornais – Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo – apontam ao menos 54 votos “sim”, que são suficientes para que Dilma deixe definitivamente o cargo de presidente. 

3. Formação do dólar Ptax
Ocorre nesta quarta-feira, último dia do mês, a formação da taxa Ptax, o que deve trazer grande volatilidade para o dólar, principalmente na parte da manhã. A taxa definida no último pregão do mês é a que será utilizada para os diversos contratos cambiais do mês seguinte, já que normalmente os derivativos de câmbio são liquidados com base na Ptax divulgada para o dia útil anterior. Por isso as cotações do dólar costumam apresentar mais volatilidade na reta final de cada mês, já que os operadores tentam pressionar a taxa para cima ou para baixo, buscando favorecer seus negócios. Para entender melhor como isso afetará o dólar hoje, clique aqui.

4. Decisão do Copom e PIB
Às 9h será divulgado o PIB brasileiro do segundo trimestre, que os analistas da LCA esperam que fique em -3,5% na comparação anual, contra um resultado anterior de -5,4%. Este dado é importante porque pode trazer indicações de como será o trabalho de Temer daqui para frente em relação às medidas econômicas. 

Em sua segunda reunião em novo formato e liderada por Ilan Goldfajn, os membros do comitê irão se reunir das 14h30 às 18h desta quarta para deliberar se cortam ou não a Selic. O resultado sairá após este período e deve mostrar uma manutenção da nossa taxa básica de juros em 14,25%. Porém, a maior expectativa fica para o comunicado, que agora é maior, com maiores detalhes sobre como os membros do comitê estão vendo a inflação e a evolução da economia. Vale destacar a notícia da Folha de que a equipe do presidente interino, Michel Temer, trabalha com possibilidade de a taxa de juros começar a cair só no próximo ano, diante do ritmo lento de queda da inflação e da demora na aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo, diz Folha de S.Paulo, citando assessores presidenciais. 

Ainda no radar econômico, após rejeitar por por 258 votos a 90, uma emenda do deputado Afonso Florence (PT-BA), o Plenário da Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP 257/16) que trata da renegociação das dívidas dos estados do Distrito Federal com a União. O texto agora segue para o Senado.

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5. Direto de Brasília
O InfoMoney conversou com exclusividade com o vice-presidente do PT, o deputado Paulo Teixeira no fim da tarde de terça-feira (30). Entre as críticas ao atual governo, ele afirmou que “caso seja efetivado o impeachment, não reconhecemos o governo Michel Temer como legítimo. Ele é fruto de um golpe parlamentar, de uma grande conspiração”. Para conferir a entrevista, clique aqui.