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Os 5 assuntos que agitarão o mercado nesta terça-feira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta terça-feira

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SÃO PAULO – Após voltar a subir forte na véspera, o pregão desta terça-feira (29) promete ser bastante agitado com o cenário político nacional e os indicadores externos. Por aqui, está marcada para hoje a sessão no Senado que votará a PEC do teto de gastos em primeiro turno, enquanto entre os indicadores, o IBGE apresenta os dados de emprego da Pnad contínua. No exterior, o destaque fica com a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos

Na véspera, o Ibovespa voltou a subir, ganhando força no fim do pregão e se aproximando novamente dos 63 mil pontos. O índice fechou em alta de de 2,11%, a 62.855 pontos. Já o dólar comercial teve queda de 0,85%, cotado a R$ 3,3840 na compra e R$ 3,3846 na venda. Confira no que se atentar na sessão desta terça-feira:

1. Bolsas mundiais
As bolsas europeias operam entre perdas e ganhos nesta terça, com os investidores de olho nas conversas entre os membros da Opep sobre o acordo de produção de petróleo e também na incerteza política antes do importante referendo na Itália no próximo domingo. O índice de blue-chips chinês CSI300 subiu pelo sétimo dia consecutivo, chegando à máxima de 11 meses, com as grandes indústrias superando facilmente as ações ligadas ao crescimento. Os investidores foram incentivados por mais sinais de que a economia chinesa está se estabilizando, com uma pesquisa da Reuters mostrando que a atividade do setor industrial provavelmente se manteve em uma tendência de expansão modesta neste mês.

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Às 07h58, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,42%

* CAC-40 (França) +0,73%

* DAX (Alemanha) +0,20%

* Xangai (China) +0,18% (fechado) 

*Hang Seng (Hong Kong) -0,41% (fechado) 

*Nikkei (Japão) -0,27% (fechado)

 *Petróleo brent -1,04%, a US$ 47,74 o barril

2. Indicadores internacionais
O destaque do dia fica com a divulgação do PIB dos Estados Unidos referente ao terceiro trimestre, a ser divulgado às 11h30 (horário de Brasília). Ainda hoje, o mercado também monitora os dados da confiança do consumidor norte-americano, às 13h, e os discursos dos diretor do Fed de Nova York, William Dudley, às 12h15, e do Diretor do Fed Jerome Powell, às 15h40. No radar, os investidores também ficam de olho na reunião da Opep para decidir sobre um acordo para a produção de petróleo. Na véspera, especialistas da Organização terminaram uma reunião sem concordar sobre os detalhes concretos da redução de produção que será apresentada na reunião do dia 30 de novembro.

3. Agenda doméstica 
Às 9h, o IBGE publica a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua e os dados da indústria de transformação, referentes a outubro. Em Brasília, às 10h, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado discute, entre outros assuntos, o projeto de lei 588/2015, que tributa lucros e dividendos de pessoas jurídicas. Além disso, o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia seu encontro de dois dias nesta terça.

O destaque, porém, fica com a votação, em 1º turno da PEC do teto de gastos no Senado. A expectativa do governo é de uma aprovação folgada, o que pode ajudar a aliviar a crise política atual. Na véspera, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a proposta deverá ter entre 62 e 65 votos.

4. Especiais
Em destaque no site do InfoMoney nesta terça-feira, uma matéria especial explica todos os detalhes sobre o referendo na Itália que ocorrerá neste fim de semana e pode gerar uma nova crise na Zona do Euro, como ocorreu com o “Brexit”. A população irá às urnas para definir sobre uma grande reforma constitucional que pode mudar o rumo das relações do país com o resto da Europa. Para conferir a matéria completa, clique aqui. Além disso, destaque para a entrevista exclusiva com o diretor executivo e economista sênior do CME Group, Erik Norland, sobre as expectativas para a próxima reunião da Opep, que pode marcar um acordo de congelamento de preços entre os países-membros. Para o especialista, o mercado estaria otimista demais com o êxito das negociações, mas caso o acordo ocorra, os preços da commodity poderão subir até US$ 65 o barril. Confira a matéria clicando aqui.

5. Noticiário corporativo
Às 13h, ocorre o “Vale Day” em Nova York. Na avaliação do Bradesco, entre os assuntos a serem monitorados o Capex e as perspectivas de produção, medidas de redução de custos e aumento de competitividades. A revista Veja adiantou que a mineradora anunciará que não vai mais vender ativos. Na noite de ontem, a mineradora confirmou o pagamento de R$ 857 milhões em juros sobre capital próprio. Enquanto isso, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou ontem que a companhia mantém a meta de realizar US$ 15,1 bilhões em desinvestimentos no período 2015-2016. No radar, destaque ainda para uma aquisição da Senior Solution e da captação de R$ 1 bilhão da Suzano. Para saber mais, clique aqui.