Fique atento

Os 5 assuntos para ficar de olho antes de operar na volta do feriado

Eleição na Argentina, ajuste após a forte alta dos ADRs no feriado, Focus e dados dos EUA no radar do mercado

SÃO PAULO – A semana começa com um noticiário bastante movimentado e após um feriado na última sexta-feira no Brasil, em que a Bolsa brasileira ficou fechada. O dia deve ser de ajustes após a forte alta dos ADRs (American Depositary Receipts), ao mesmo tempo que deve ficar de olho nos indicadores econômicos nacionais e dos EUA. Confira os principais destaques do dia:

Bolsas mundiais
As bolsas mundiais têm um dia de leves quedas, assim como os preços das commodities têm baixa; o barril do brent cai mais de 2%, com preocupações globais sobre um excesso de oferta global do petróleo. Os mercados chineses tiveram baixas nesta segunda-feira, com o setor de telecomunicações liderando as perdas e os investidores permanecendo cautelosos antes de uma nova onda de listagens na bolsa. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,56% para 3.753 pontos. O índice de Xangai recuou 0,54%, para 3.610 pontos; vale ressaltar que hoje foi dia de feriado no Japão. Enquanto isso, o dia é de leves quedas nas bolsas europeias, de olho nos comentários do Federal Reserve sobre política monetária. Por aqui, contudo, vale destacar que hoje o dia promete ser de alta no Ibovespa, após a alta de sexta-feira do Brazil Titans 20, em dia de feriado na Bovespa. 

Federal Reserve
Destaque ainda para as falas dos presidentes regionais do Federal Reserve do último final de semana. Segundo o presidente do Fed de San Francisco, John Williams, o banco central norte-americano, e outros bancos centrais globais precisam considerar novos instrumentos de estímulo para lidar com o que podem ser, de maneira permanente, as taxas de juros mais baixas em todo o mundo, disse ele no sábado. Porém, para ele, há um forte argumento para o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) começar a elevar as taxas de juro de curto prazo em dezembro, se continuarem sendo divulgados dados positivos sobre a economia americana.

PUBLICIDADE

Agenda de indicadores
Em destaque da agenda de hoje, estão os dados do boletim Focus do Banco Central (08h25), que reúne a expectativa de economistas sobre os principais números da economia, como câmbio, PIB, inflação, entre outros. Já os EUA divulgam o índice preliminar PMI Markit da indústria de transformação de novembro, às 12h45. Às 13h, serão divulgados os números de vendas de casas existentes no país. 

Agenda política
Atenção ainda para a agenda da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda Joaquim Levy, após uma semana mais tranquila para ambos. Dilma participa de reunião de coordenação política, 9:00 e se reúne com senador Telmário Mota (PDT-RR), 11:00, e com Suely Campos, governadora do estado de Roraima, às 15:00. Já Levy participa de seminário Reavaliação do Risco Brasil, Rio de Janeiro, às 11:30. Enquanto isso, destaque para o noticiário sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, após tumultuada sessão da Comissão de Ética da Câmara para adiar a discussão do parecer sobre o pedido de cassação do mandato parlamentar contra ele. Os próprios deputados do PMDB na Câmara começam a se afastar do parlamentar, segundo aponta a Folha. 

Eleição na Argentina
Por fim, vale ficar de olho na reação do mercado à vitória do opositor ao governo Mauricio Macri para a presidência da Argentina e como isso pode ecoar nos mercados emergentes. A eleição marcou o fim de 12 anos da era kirchnerista. 
O novo presidente assume com um Banco Central com escassas reservas (US$ 26 bilhões). Ele assume também com o desafio de corrigir a economia que, desde 2012, não cresce ao ritmo “chinês” de mais de 8%. Outro problema é a divida externa: uma minoria (7%) dos credores externos não aceitou as propostas de renegociação do governo argentino. Alguns desses credores (os chamados fundos abutres) compraram os papeis da dívida argentina a preços baixos e entraram na Justiça norte-americana para cobrar o devido, sem desconto.

(Com Reuters e Agência Brasil)

É hora ou não é de comprar ações da Petrobras? Veja essa análise especial antes de decidir: