Eles devem delatar

Os 4 homens que podem elevar a crise a outro patamar implicando Lula e Temer (e um fator surpresa)

Jornal O Estado de S. Paulo destaca que, dos cinco potenciais homens-bomba da República, quatro buscam delação premiada - e há outro nome especulado

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SÃO PAULO – No último domingo, o jornal O Estado de S. Paulo destacou que, dos cinco potenciais “homens-bomba” da República – que podem elevar a crise política a um outro patamar e afetar o presidente Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – quatro estão perto de fazer delação premiada. 

São eles: Rodrigo Rocha Loures, Antonio Palocci, Renato Duque e Lúcio Funaro. Somente Eduardo Cunha, o “quinto homem”, reluta em busca um acordo de delação. Loures foi o último a perder a liberdade, no último sábado, após o ministro Edson Fachin, do Supremo, atender ao pedido de prisão preventiva feito pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

O Estadão destaca que Loures vem sendo pressionado pela família a relatar sua participação no episódio da mala com R$ 500 mil entregue a ele pela JBS e diversos jornais apontam que o Palácio do Planalto teme delação e novo inquérito. Já Palocci e Funaro estão mais avançados nas negociações de uma colaboração. Sobre Palocci, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff pode corroborar as informações contidas nas delações de executivos da Odebrecht e da JBS contra o ex-presidente petista e também abrir novas frentes de investigação sobre o mundo empresarial. Na semana passada, foi destacado pela Folha de S. Paulo que ele pode delatar bancos e grandes empresários (veja mais aqui). Já Funaro promete revelar detalhes sobre a atuação do PMDB na Caixa e a arrecadação de campanhas.

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O Estadão ainda aponta para um possível fator surpresa: a delação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, citando a mais recente edição da revista Época, que aponta que Mantega também buscou procuradores da Operação Lava Jato para negociar uma colaboração. Ele estaria disposto a revelar o que sabe sobre o sistema financeiro e as relações da gestão de Dilma Rousseff com a arrecadação de propinas para o PT em troca de vantagens na Petrobras e no BNDES.