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Os 4 eventos que vão definir o rumo do mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de começar a operar na próxima semana

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SÃO PAULO – Após uma semana bastante volátil, guiada principalmente pelas pesquisas eleitorais, os próximos dias prometem manter o tom de tensão por conta do ambiente político. Além de novos levantamentos, o mercado se prepara também para as sabatinas e ainda o início da campanha eleitoral na televisão e no rádio. Enquanto isso, a agenda de indicadores também ganha importância com dados do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil e nos Estados Unidos.

Entre as pesquisas, apenas uma está programada para os próximos dias. O DataPoder360 registrou uma pesquisa nacional que será realizada de 24 a 27 de agosto com 5.500 entrevistados, com publicação na quarta-feira (29). Além disso, espalhadas pela semana devem ocorrer ainda divulgações das pesquisas Ibope regionais.

Além disso, tem início na segunda-feira (27), a série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos à presidência. Ainda não foram confirmados os nomes nem os dias de cada um, mas a companhia afirmou que eles serão “os principais candidatos da pesquisa da semana anterior que estejam aptos para estar presencialmente no estúdio”. As entrevistas começam a partir das 20h30 e terão duração de 25 minutos.

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Por fim, na sexta-feira (31), tem início a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. O espaço que cada partido terá pode ser decisivo para uma melhora de intenção de votos de alguns candidatos, como Geraldo Alckmin (PSDB), que, em função da coligação com os partidos do “Centrão”, terá pouco mais de 40% do tempo na propaganda gratuita.

PIB do Brasil
O principal indicador que será divulgado no Brasil será o PIB do segundo trimestre, na sexta-feira (31). A GO Associados projeta ligeira retração de 0,1% ante o primeiro trimestre do ano, reflexo da greve dos caminhoneiros.

“Pela ótica da oferta, a agropecuária deve mostrar crescimento, enquanto a indústria deve registrar o pior desempenho. Do lado da demanda, apenas consumo das famílias e do governo devem mostrar ligeiro crescimento, enquanto investimento, exportações e importações devem vir em queda”, explicam os economistas.

Para o período atual, a GO projeta crescimento da economia em virtude da baixa base de comparação, mas não deve alterar a tendência de uma recuperação lenta no segundo semestre, em função da perda de confiança
pós-greve e do cenário interno (eleições) e externo (guerra comercial) conturbado, levando a um crescimento do PIB de 1,4% no ano.

Pnad e outros indicadores
Na agenda doméstica, destaque ainda para o resultado de julho da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgado pelo IBGE na quinta-feira (30). A taxa de desemprego deve ficar estável em 12,4% no trimestre encerrado em julho, segundo a GO Associados, que diz ainda que os dados devem continuar mostrando um cenário de fraco crescimento do pessoal ocupado, especialmente com carteira assinada.

No mesmo dia, a Secretaria do Tesouro Nacional informa o resultado fiscal de julho do governo central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência. A GO Associados estima déficit primário de R$ 12,9 bilhões no mês levando a um resultado negativo de R$ 94,0 bilhões em 12 meses.

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Já na sexta-feira (31), o Banco Central divulga a Nota de Política Fiscal de julho, com o resultado fiscal do setor público consolidado, que inclui o governo central, Estados e municípios. A GO Associados estima déficit
primário de R$ 10,2 bilhões no mês, reflexo do resultado negativo esperado para o governo federal. A dívida bruta, por sua vez, deve continuar em alta, e atingir 77,3% do PIB.

PIB dos EUA e agenda externa
No exterior, o dado mais importante será a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos na quarta-feira (29). Um dia antes, saem os números da sondagem de confiança do consumidor. Serão divulgados ainda os índices de preços do PCE (Personal Consumption Expenditure) e os pedidos de seguro-desemprego na quinta-feira (30).

Já na agenda europeia, os investidores estarão atentos aos dados do desemprego e de inflação relativos ao mês de agosto na Alemanha e à sondagem de confiança da Zona do Euro, na quinta-feira (30). Na sexta-feira (31), serão publicados os dados de comércio na Alemanha, a primeira estimativa da inflação da Zona do Euro e a taxa de desemprego comunitário.

Também na sexta-feira, a agência de rating Fitch divulgará sua decisão sobre o rating soberano da Itália. Um corte no rating do país pode gerar um estresse financeiro semelhante ao que aconteceu em maio após as eleições.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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