Diz Rosenberg

Os 3 cenários da eleição – e o impacto de cada um nas projeções econômicas

Economista vê Dilma em dois dos três cenários, mas admite chance maior da oposição desde que Marina Silva entrou na disputa

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SÃO PAULO – O economista da Rosenberg Consultores Associados, Luís Paulo Rosenberg, traçou três cenários para o pós-eleições, com dois deles incluindo o governo de Dilma Rousseff (PT) como reeleito, embora qualquer cenário contendo a atual presidente tenha caído bastante desde que Marina Silva (PSB) entrou na disputa.

Conforme destacou semana passada em palestra no Experience Club, em São Paulo, a chance de Dilma vencer foi para 30%, enquanto a de renovação total é de 70%. O primeiro cenário, que contempla Dilma reeleita, é de adaptação, com uma chance de 25%. Nele, a presidente alteraria a política econômica, tendo um superávit um pouco maior, ajustes moderados nos preços administrados e reforço no programa de concessões. 

O segundo cenário, com 70% de chances, é de renovação total do quadro político, com eleição de um novo governo, com alterações substanciais da política econômica com um superávit primário elevado, grande ajuste de preços administrados. Rosenberg destaca que, apesar do crescimento de Marina, não é possível apontar já para um vencedor ou que o candidato do PSDB, Aécio Neves, estaria fora do jogo. O economista ressaltou ainda que os quadros apresentados tanto por Marina quanto por Aécio são bem parecidos em termos econômicos, não devendo haver diferenças substanciais caso um dos dois vença.

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Num primeiro ano, a inflação seria mais alta e o crescimento mais baixo mas, nos anos seguintes, a lógica seria de crescimento maior e inflação menor. 

O cenário menos provável, segundo Rosenberg, é o de manutenção com Dilma, com 5% de chances. Sem alterações na política econômica, o superávit seria baixo e haveria um ajuste pequeno de preços administrados. O crescimento da economia seria baixo e a inflação, alta. 

A Rosenberg destaca que, em um cenário sem Dilma, seria mais fácil o ajuste de expectativas enquanto que, com ela, a gestão demoraria mais para adquirir a confiança dos atores do mercado. Com isso, mesmo com a mudança em caso de reeleição, os números da economia seriam menos favoráveis do que no caso de uma mudança completa. Um dos exemplos é o PIB, que cresceria 2% médios entre 2016 e 2018 no governo Dilma e 3% num governo de renovação total, assim como as expectativas para a inflação e queda da Selic. 

Confira o quadro abaixo:

Expectativas 2