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Parlamentares da oposição reagiram negativamente à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que anulou a decisão da Câmara dos Deputados de não cassar o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
Na quinta-feira (11), Moraes foi em desencontro à votação, que ocorreu na madrugada do mesmo dia, e decretou a perda imediata do cargo de Zambelli. Para o ministro, os deputados violaram a Constituição ao manter o mandato de uma deputada condenada criminalmente por tentar invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Segundo o ministro, a Constituição prevê que, nesses casos, a Câmara deveria apenas declarar a perda do mandato do parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado.
Anteriormente, a Câmara dos Deputados havia decidido manter o mandato de Carla Zambelli (PL-SP), na quarta-feira (10), ao rejeitar por 227 a 170 votos a cassação da parlamentar, presa na Itália desde julho. Eram necessários 257 votos para cassar a deputada.
Nas redes sociais, parlamentares da direita criticam a decisão do ministro, que classificaram como autoritária e um reflexo da “ditadura” imposta pelo Supremo.
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara taxou a decisão como uma “usurpação institucional” em mais uma decisão “claramente anticonstitucional. “A Câmara não existe para referendar decisões alheias. Quando um ministro revoga, sozinho, a vontade soberana da Casa do eleitor, cria-se um precedente que ameaça todos os mandatos e fere a espinha dorsal da democracia”, destacou em texto.
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Também do partido de Zambelli, Nikolas Ferreira (MG) se limitou a dizer para fecharem o Congresso: “não tem porque estar aberto”. A crítica foi endossada pelo também colega de sigla, Magno Malta (ES).
O vice-líder da oposição na Câmara, Mauricio Marcon (Podemos-RS), também expôs seu descontentamento ao taxar a decisão de Moraes como “piada”.
A ex-primeira-dama também se manifestou nos stories do Instagram. Michelle Bolsonaro (PL) publicou um print de manchete sobre a decisão de Moraes acompanhado do comentário “é… Congresso. Infelizmente, é triste ver vocês tão enfraquecidos e de joelhos diante tanta arbitrariedade.