Oposição parece estar desarmada para enfrentar bloco governista, diz MCM

Aprovação do atual governo por 59% dos brasileiros se destaca pela distribuição relativamente homogênea no País, revela

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SÃO PAULO – A popularidade da presidente Dilma Rousseff chama a atenção tanto pelo índice de aprovação como pela distribuição relativamente homogênea pela população e pelo País, disse a MCM Consultores. Dados do Datafolha mostram que a presidente tem aprovação de 59% pelos brasileiros – sendo superior ao nível conquistado por Lula e Fernando Henrique Cardoso no primeiro mandato. Nem mesmo a inflação no teto da meta e o crescimento econômico baixo conseguiu ofuscar o seu governo. 

Também os escândalos que derrubaram seis ministros no ano passado por acusações de corrupção não respingaram na avaliação do governo ao final do primeiro mandato, e que na visão dos economistas da consultoria fizeram mais bem do que mal. O índice de aprovação de Dilma está acima 10 pontos percentuais em relação à pesquisa do Datafolha de junho de 2010 e 4 p.p. acima da avaliação registrada pelo Ibope em novembro do ano passado.

A pesquisa ainda aponta que, ao contrário do que ocorria com Lula, a aprovação de Dilma está distribuída de maneira relativamente homogênea, sendo aprovada por mais de 50% dos brasileiros de todas as faixas de rendas e em todas as regiões do País, com variações pouco significantes entre esses segmentos. 

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A oposição que se cuide…
Com a bancada diminuta no Congresso e governadores mais dipostos a apoiar do que combater o governo federal, a oposição dá impressão de estar desarmada para enfrentar o bloco governista. A oposição aposta em Áecio Neves e na possibilidade de alguma crise econômica. O senador mineiro parece ter optado pelo que a impresa apelidou de “oposição invisível”, preferindo explorar eventuais fissuras no condomínio governista para transformá-las em dissidência em 2014.

Por sua vez, os economistas da MCM acreditam que o comportamento da economia e o controle do Planalto sobre a base aliada abrem boas perspectivas para o segundo mandato da presidente Dilma. Embora o cenário econômico para o Brasil nos próximos anos não seja brilhante, mas, provalmente, tampouco desastroso. Assim, a consultoria faz uma alerta: “a oposição que se cuide para não ficar ainda mais invisível”. 

Reforma ministerial
Para a MCM, a reafirmação da popularidade do governou chegou em boa hora, uma vez que a questão da reforma ministerial já começa a mobilizar a opinião pública. Quase metade dos brasileiros, 44%, julga que 38 ministérios é um número maior do que o necessário.

Tudo indica, entretanto, que Dilma decidiu fazer uma modesta reforma para não provocar maiores reações na base governista. Por sua vez, é provável que a presidente prefira formar um ministério eminentemente técnico, “uma providência que por certo acarretaria sensível aumento de sua popularidade na opinão pública, mas que poderia lhe custar a perda de apoio parlamentar”, disseram os economistas.