Política

Oposição desiste de impeachment, mas pede investigação contra Dilma por manobra fiscal

Nesta manhã ocorreu uma reunião dos integrantes da oposição no gabinete do presidente do PSDB eles decidiram que na terça irão levar o pedido de abertura de investigação à PGR

SÃO PAULO – Após receber um parecer negativo sobre a possibilidade de pedir um impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), os partidos de oposição decidiram seguir o PSDB e anunciaram nesta quinta-feira (21) que vão pedir a abertura de uma ação penal contra Dilma. Os tucanos desistiram de bancar pedido de impeachment ao receber parecer sobre sua viabilidade jurídica, encomendado pelo partido ao jurista Miguel Reale Júnior.

Nesta manhã ocorreu uma reunião dos integrantes da oposição no gabinete do presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), eles decidiram que na terça-feira (26) irão levar o pedido de abertura de investigação à Procuradoria-Geral da República. O argumento é que Dilma cometeu, em seu primeiro mandato, crime comum com a prática das chamadas “pedaladas fiscais”, ou seja, manobras com o uso dos bancos oficiais.

Apesar da mudança de estratégia, os líderes da oposição não desistiram do impeachment e afirmam que caso seja aprovada a investigação pelas manobras, isso poderá tirar a presidente do cargo. Mas eles admitem que este é um processo bem mais longo. O pedido tem que ser aceito pela PGR – lembrando que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já se manifestou sobre a impossibilidade da petista ser processada por crime cometido antes do atual mandato – e depois submetido ao Supremo Tribunal Federal.

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Se for aceito pelo STF, precisará ainda de 342 votos no plenário da Câmara. Só então Dilma seria afastada por 180 dias para que as investigações fossem concluídas pelo Senado. “O impeachment é o nome mais conhecido da sociedade para o impedimento da presidente. Mas essa ação vai na mesma direção da vontade popular. Se fôssemos optar pelo impeachment o processo poderia ser arquivado no dia seguinte. Prefiro a cautela”, disse Aécio.