Oposição afirma ter 41 assinaturas e pressiona Alcolumbre por impeachment de Moraes

Movimento liderado pela oposição no Senado exige resposta à prisão de Bolsonaro

Marina Verenicz

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O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou nesta quinta-feira (7) que reuniu 41 assinaturas para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O número representa a maioria simples dos 81 senadores da Casa e foi alcançado com a adesão do senador Laércio Oliveira (PP-SE), confirmada pela manhã.

A articulação ocorre em meio à prisão domiciliar imposta a Jair Bolsonaro (PL) por determinação de Moraes, na última segunda-feira (4). A medida provocou forte reação entre aliados do ex-presidente, que acusam o ministro de “perseguição política”.

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“O ministro Moraes perdeu as condições de exercer com isenção seu cargo no STF”, afirmou Marinho em entrevista coletiva no Senado.

O pedido de impeachment é a principal estratégia da oposição para retaliar a atuação do Supremo e, ao mesmo tempo, reposicionar politicamente o bolsonarismo após derrotas no Judiciário. A coleta das assinaturas ocorre paralelamente à pressão por projetos de anistia aos réus do 8 de Janeiro e pelo fim do foro privilegiado.

Pressão sobre Alcolumbre

Após o protocolo do pedido, os parlamentares da oposição anunciaram o fim da ocupação da Mesa Diretora do Senado — que durava mais de 48 horas — e retomaram a participação nas atividades legislativas. Eles, no entanto, condicionam o apoio às pautas em votação ao avanço do pedido de impeachment.

O foco agora se volta ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe a prerrogativa exclusiva de aceitar ou arquivar o pedido.

Alcolumbre, por ora, tem sinalizado que não pretende levar adiante nenhum processo contra ministros do Supremo, defendendo que o Senado “não será refém de pressões externas”.

Como funciona?

Para que um processo de impeachment contra um ministro do STF avance, são necessários:

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A Constituição Federal atribui ao Senado a competência para processar e julgar os ministros da Suprema Corte nos casos de crimes de responsabilidade. A base legal é a Lei nº 1.079/1950, que permite a qualquer cidadão — inclusive parlamentares — denunciar ministros por condutas incompatíveis com suas funções.

Apesar de mais de 30 pedidos protocolados nos últimos anos, nenhum avançou até o momento.