Oposição aceita investigação de período FHC e governo aceita apoiar CPI mista

Segundo senador, investigação deve ser transparente, mas alguns detalhes da presidência são sigilosos

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SÃO PAULO – Após o escândalo em torno do uso indevido de cartões corporativos pelo órgão Executivo, o governo anunciou nesta segunda-feira (11) que decidiu apoiar a instauração da CPI mista na investigação do caso.

Desde que as denúncias foram feitas, o senador Carlos Sampaio começou a recolher assinaturas para a CPI mista, mas não obteve incentivo dos governistas, que mudaram de opinião após terem certeza de que as contas do governo FHC serão investigadas.

No intuito de evitar a instauração de duas CPIs, a oposição cedeu às pressões dos governistas e aceitou a inclusão da gestão do PSDB na investigação, que terá seu prazo retroagido para 1998, quando o cartão corporativo foi criado.

Sistema da CPI mista

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A CPI será composta por 11 deputados, junto a 11 senadores e mais 22 suplentes, mas os governistas e a oposição ainda não definiram a divisão dos cargos de comando.

O senador Sampaio admite que mesmo com a transparência nas investigações, algumas contas da atual presidência devem ser mantidas em sigilo.