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SÃO PAULO – A população está menos contente com o governo Lula, mas o desempenho pessoal do presidente continua agradando cada vez mais aos eleitores. Esta é a principal conclusão da Pesquisa de Opinião Pública Nacional realizada pelo Instituto Sensus, sob encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Interrompendo uma trajetória de três altas consecutivas, o indicador que mede a avaliação positiva do governo federal ficou em 42,6% em fevereiro, o que equivale a queda de 1,9 ponto percentual na comparação com dezembro do ano passado, data da última pesquisa, quando a taxa estava em 44,5%.
Já o índice de popularidade do presidente Lula alcançou 66,1% no mesmo período, registrando o melhor resultado desde dezembro de 2003, época em que a aprovação ao desempenho pessoal do comandante executivo do País atingiu 69,9%.
Satisfação do povo é a segunda melhor em dois anos
Os indicadores de popularidade do presidente e de avaliação positiva do governo são duas das variáveis que compõem o Índice de Satisfação do Cidadão (ISC), que leva em consideração fatores políticos, econômicos e sociais do Brasil.
Este índice ficou em 52,95 pontos no mês de fevereiro, atingindo a segunda melhor marca da gestão Lula, atrás apenas do desempenho de janeiro de 2003, quando ele chegou a 53 pontos. A escala deste indicador varia de 0 a 100 pontos.
Economia familiar tem ligeira queda
De acordo com o Índice de Satisfação do Cidadão, as finanças familiares apresentaram leve piora em fevereiro, na comparação com dezembro do ano passado. Para efeito ilustrativo, a pesquisa revela que a renda mensal dos consumidores aumentou nos últimos seis meses apenas para 12,8% dos entrevistados, enquanto no final 2004 esta parcela era de 13,8%.
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O mesmo estudo mostra que os indicadores sociais permaneceram praticamente estáveis no começo deste ano, com ligeiras alterações positivas ou negativas. Segundo as respostas dos cidadãos ouvidos, os serviços de saúde melhoraram para 23,2% das pessoas, o que é um resultado inferior aos 25,4% apurados em dezembro.
Esta queda na área de saúde é compensada pela evolução satisfatória da educação, que melhorou nos últimos seis meses para 36,7% dos entrevistados, taxa acima dos 34,9% verificados na sondagem anterior.
A pesquisa CNT/Sensus analisou as respostas de 2 mil pessoas, de todos os 24 estados brasileiros, no período de 15 a 17 de fevereiro.