Sem urgência

ONU não vê urgência e deixa petição de Lula para 2017

Em julho, Lula entrou com uma petição na ONU em que alega violação dos direitos humanos na condução da Operação Lava Jato

SÃO PAULO – A ONU (Organização das Nações Unidas) não considerou o caso aberto pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entidade como “urgente” e deixa sua avaliação para 2017, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos confirmou ao jornal que o caso de Lula não entrará na agenda de reuniões do Comitê de Direitos Humanos, que passa a se reunir a partir do dia 18 de outubro em Genebra.

 Em julho, Lula entrou com uma petição na ONU em que alega violação dos direitos humanos na condução da Operação Lava Jato, que tem ele como um dos alvos. 

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O advogado especializado em direitos humanos Geoffrey Robertson alega abuso de poder pelo juiz federal Sergio Moro, que é responsável pelas investigações na Operação Lava Jato. Robertson destaca que os telefones do ex-presidente, os de sua família e de advogados foram grampeados. “As transcrições, bem como o áudio das conversas, estão sendo liberados para uma imprensa hostil. O juiz está invadindo sua privacidade e pode prendê-lo a qualquer momento e, em seguida, pode ser julgado sem um júri”, disse ele. 

Com uma lista de 550 casos de violações de direitos humanos para ser avaliado, o órgão se reúne apenas três vezes por ano e, em cada encontro, avalia cerca de 40 casos. Um caso pode furar a fila, mas apenas se ficar provado que a pessoa corre risco de vida, o que seria numa situação de uma pena de morte ou de uma expulsão de um país em direção a um local onde a pessoa poderia ser torturada ou morta.

Em 2017, a primeira reunião do grupo de peritos está marcada para março e sua agenda ainda não foi estabelecida.