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Petrobras (PETR4) sobe com petróleo, vacinas e redução de dívida; veja perspectivas para as ações

Imprensa internacional

O último bastião do socialismo na América do Sul está caindo aos pedaços, afirma Forbes

Colunista da publicação americana destaca o cenário desolador para a Venezuela e traça paralelos com o Brasil e a Argentina

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SÃO PAULO – Caindo as pedaços. Para o colunista Kenneth Rapoza, da Forbes, é isso o que está acontecendo com o último bastião do socialismo na América do Sul: a Venezuela. “A moeda não vale quase nada, a fuga de cérebros é imensa, as pessoas estão passando fome. O desemprego está nos dois dígitos. A inflação é de três dígitos. E seu presidente, Nicolás Maduro, do desastroso Partido Socialista Unido da Venezuela, conversa com o falecido presidente Hugo Chávez, que aparece para ele como um passarinho”, aponta ele.

Durante o texto, o colunista aponta que o país está quebrando, possuindo atualmente US$ 10 bilhões de reservas em moeda estrangeira. “Atualmente, há indivíduos na América do Sul que têm mais dinheiro do que o banco central da Venezuela”. A economia contraiu impressionantes 18,6% em 2016.  

A queda das receitas do petróleo derrubou a Venezuela, que enfrenta uma crise social, política e econômica sem precedentes e que é raramente é mencionada por muitos na mídia britânica e americana, que vociferou quando Dilma Rousseff sofreu impeachment, afirma Rapoza. “A líder esquerdista do Partido dos Trabalhadores era altamente impopular, estava enredada em um escândalo [da Petrobras], e foi acusada de fraude orçamentária. Todos eles chamaram isso de golpe de Estado. Alguns deles ainda falam isso. Maduro também chamou de golpe. Com a saída de Dilma, Maduro perdeu outro aliado ideológico no sul”.  

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“Este é o mundo em que eles habitam: um mundo híbrido de intrigas políticas da Guerra Fria, onde a CIA está sempre trabalhando em embaixadas americanas manipulando todo tipo de coisas; os tempos coloniais da República das Bananas, onde o herói é algum aristocrata nascido na América do Sul de origem europeia que decide se rebelar contra o establishment. Os ricos são maus. Os pobres são bons. Maduro está lá para os pobres. Ele tem mais deles em seu país agora. Mas cada vez mais, menos pobres gostam dele”, prossegue o colunista.

Na ausência de reformas estruturais e sem uma resolução para o impasse político entre os socialistas e a oposição, o país está marcado para ter outro ano desafiador, enquanto a ausência de informações reais sobre o setor e a inflação torna difícil qualquer avaliação sobre a economia, diz o colunista. Enquanto o cenário é sombrio na economia, os investidores sabem que o ambiente é negativo, com uma forte queda na venda de automóveis, inflação fora de controle e tentativas frustradas do governo de aliviar a volatilidade no mercado cambial. 

A Forbes aponta que Wall Street está prestando atenção especial à Venezuela por causa dos títulos PDVSA, a estatal de petróleo – e ninguém quer o default. Em meio a um cenário tão desalentador, o analista de renda fixa da Nomura, Siobhan Morden, mostrou-se um pouco menos mórbido sobre a Venezuela, apontando que o aumento dos preços de petróleo e a demanda por produtos da Venezuela por parte dos parceiros comerciais locais poderiam ajudar a compensar a “sangria” no banco central. 

Para finalizar, o colunista faz novamente um paralelo da situação de Maduro com Dilma e também com a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. “As duas maiores economias da América do Sul, Brasil e Argentina, tiveram uma mudança de poder político nos últimos 18 meses. O ciclo de quase 20 anos da ala Kirchner com o partido peronista terminou no ano passado com a eleição de Mauricio Macri, um homem de negócios de Buenos Aires. E, no Brasil, o PMDB assumiu após o impeachment de Dilma. Enquanto isso, o PT perdeu espaço nas eleições municipais, refletindo a implosão semelhante enfrentada pelo Partido Democrata aqui em casa [nos EUA]”, finaliza.