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O time de Bolsonaro: conheça os ministros confirmados para o novo governo

Confira os nomes e biografias dos ministros anunciados por Bolsonaro para seu ministério e quais serão as pastas que compõem o governo

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SÃO PAULO – Jair Bolsonaro começa o seu governo como presidente do Brasil com 22 ministérios, ante os 29 de Michel Temer. Antes mesmo de ser eleito, Bolsonaro já falava em cortar o número de ministérios que compõem o governo federal e já tinha apresentado alguns nomes durante a sua campanha. 
O exemplo mais emblemático é o nome do economista Paulo Guedes, chamado por Bolsonaro de seu “posto Ipiranga”, despontou como o provável integrante mais forte deste grupo, com poder e responsabilidade de guiar toda a economia nacional no chamado “superministério” da Economia.
Outros dois que já estavam indicados antes mesmo da eleição eram Onyx Lorenzoni como ministro da Casa Civil, responsável pela articulação do governo com o Congresso, e também o general Augusto Heleno como comandante da pasta da Defesa.
Além disso, em menos de uma semana como presidente eleito, Bolsonaro seguiu apresentando nomes, com grande destaque para o juiz Sérgio Moro, o grande protagonista da Operação Lava Jato nos últimos anos e que será o ministro da Justiça.
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Veja abaixo os nomes e biografias dos ministros anunciados por Bolsonaro para seu ministério e quais serão as pastas que compõem o governo:

1) Casa Civil: Onyx Lorenzoni

A pasta será unida com a chamada Secretaria de Governo e é responsável por acompanhar as principais políticas públicas dos demais ministérios, fazer articulações e auxiliar as decisões do presidente. Onyx é médico veterinário e tem 64 anos. Está no 4º mandato consecutivo como deputado federal e, em 2016, foi relator na Câmara do pacote de medidas de combate à corrupção. Clique aqui e conheça mais sobre o ministro.

2) Economia: Paulo Guedes

O novo ministério da Economia é uma fusão das atuais pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior. Chamado por Bolsonaro de seu “posto Ipiranga”, o economista de 69 anos será um dos principais nomes do novo governo.

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Com perfil liberal, ele defende a menor participação possível do Estado na economia. Nunca ocupou cargo público e é fundador do Instituto Millenium, além de ser um dos sócios do Grupo Bozano, que administra R$ 2,7 bilhões em fundos de investimentos tradicionais e de private equity.

3) Defesa: general Fernando Azevedo e Silva
O general do Exército foi chefe do Estado Maior do Exército e comandante da Brigada Paraquedista antes de ir para a reserva. Atualmente, ele é assessor especial no gabinete da presidência do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pasta seria ocupada inicialmente pelo general Augusto Heleno. Há uma semana, no entanto, Bolsonaro confirmou o nome de Augusto Heleno para o Gabinete de Segurança Institucional.

4) Ciência e Tecnologia: Marcos Pontes

Ganhou notoriedade por por ter sido o primeiro e único astronauta brasileiro a ir para o espaço. Sua missão durou 9 dias e após voltar à Terra, entrou para a reserva da Força Aérea Brasileira. Atualmente, Pontes segue como tenente-coronel da FAB. O ministério de Ciência e Tecnologia também será responsável por cuidar do ensino superior.

5) Justiça e Segurança: Sérgio Moro

Juiz federal há 22 anos, Moro tem 46 anos e ganhou destaque no noticiário nacional por ser o principal juiz da Operação Lava Jato, comandando a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Foi Moro quem proferiu a condenação do ex-presidente Lula, sendo a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente foi condenado criminalmente.

6) Agricultura: Tereza Cristina

Deputada federal do DEM, foi a primeira mulher anunciada como ministra de Bolsonaro. Engenheira agrônoma, Tereza Cristina é presidente da FPA e tem uma longa trajetória no setor. Foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul e foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

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7) Educação: Ricardo Vélez Rodríguez
Autor de mais de 30 obras, Ricardo Vélez Rodríguez atualmente é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. “Velez é professor de Filosofia, mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho e pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, de Paris, com ampla experiência docente e gestora”, informou o presidente eleito pela rede social. O novo ministro já se naturalizo brasileiro.

Em blog, o futuro ministro registra suas ideias sobre o Ministério da Educação. Ele promete em sua gestão “Mais Brasil, menos Brasília”, lema do presidente eleito, com ênfase na educação municipal. Ele também faz críticas às provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), formuladas pelo Inep. Segundo ele, as provas são complicadas e funcionam como “instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino” – mesmo posicionamento do presidente eleito.

8) Turismo: Marcelo Álvaro Antônio
Marcelo Álvaro Antônio (PSL) está no segundo mandato e foi o deputado federal mais votado de Minas Gerais nas últimas eleições, com mais de 230 mil votos. Ele integra a frente parlamentar evangélica no Congresso. O futuro ministro do Turismo já foi filiado ao PRP, MDB, PR e, neste ano, se transferiu para o PSL, partido que ele preside em Minas Gerais.

9) Minas e Energia: Almirante de Esquadra Bento Costa Lima
O Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior é atualmente diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Ele foi chefe da divisão de Ciência e Tecnologia e chefe de gabinete do chefe do Estado-Maior da Armada, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha e diretor-geral da Secretaria da Junta Interamericana de Defesa.

Nascido no Rio de Janeiro, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior começou a carreira na Marinha em 1973. Foi comandante em chefe da Esquadra, chefe de gabinete do Comando da Marinha e comandante da Força de Submarinos Brasileira. No exterior, o almirante atuou como observador militar das forças de paz das Nações Unidas em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina.

10) Relações Exteriores: Ernesto Fraga Araújo

O embaixador Ernesto Fraga Araújo é diplomata há 29 anos e diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty.

Em nota, o Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores) saudou a escolha de Araújo. “A entidade se coloca à disposição para colaborar no enfrentamento dos desafios da política externa brasileira e na modernização das relações de trabalho em prol de todos os servidores do ministério”, comentou a entidade, desejando êxito ao futuro ministro.

11) Ministério do Desenvolvimento Regional: Gustavo Canuto
A pasta, que ainda será criada, deve agregar as atuais atribuições dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades. Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto é servidor de carreira do Ministério do Planejamento com “ampla experiência”, segundo Bolsonaro.

Em seu currículo consta que ele é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, além de ter sido chefe de gabinete da Secretaria de Aviação Civil e do Ministério da Integração Nacional. Se assumir todas as atribuições das pastas que serão extintas, Canuto deverá gerir programas importantes como Minha Casa Minha Vida, de habitação, e ações relacionadas a obras contra a seca e infraestrutura hídrica.

12) Ministério da Infraestrutura: Tarcísio Gomes de Freitas

A nova pasta vai abranger os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário. Tarcísio Gomes de Freitas foi nomeado diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (DNIT) em meados de 2011, após a “faxina ética” determinada pela então presidente Dilma Rousseff no órgão, que passava por uma crise provocada por denúncias de corrupção.

Gomes de Freitas iniciou a carreira no Exército, mas acabou ingressando, por concurso, no quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU). É formado em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e atuou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz no Haiti. Ele entrou no DNIT como braço-direito do então diretor-geral Jorge Ernesto Pinto Fraxe, general do Exército, formado engenheiro na Academia Militar de Agulhas Negras.

O general ocupou diversos postos na área de engenharia, em várias regiões do país, sempre como comandante de destacamentos de engenharia de construção. Gomes de Freitas substituiu o general em setembro de 2011, depois que ele voluntariamente se demitiu.

13) Gabinete de Segurança Institucional: General Augusto Heleno

O militar de 71 anos, que chegou a ser cotado para ser vice de Bolsonaro durante a campanha, havia sido confirmado para o Ministério da Defesa. No entanto, o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, disse que é necessário aproveitar melhor as capacidades do oficial. Heleno está na reserva desde 2011 e liderou a missão de paz das Nações Unidas no Haiti, além de ter sido comandante militar da Amazônia e de ter chefiado o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

14) Cidadania e Ação Social: Osmar Terra
O ministério comandado por Osmar Terra (MDB-RS) será responsável por programas como o Bolsa Família e vai fundir as atribuições dos ministérios do Esporte, da Cultura, além da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça.

Terra foi ministro de Michel Temer no Desenvolvimento Social e deixou o cargo em abril para concorrer à reeleição na Câmara. O nome dele é uma indicação de diversas frentes parlamentares que atuam no Congresso Nacional, como a da assistência social, de deficientes físicos, idosos e doenças raras.

15) Banco Central: Roberto Campos Neto

Executivo do Santander e neto do ex-ministro Roberto Campos, o futuro presidente do Banco Central é economista e tem especialização em finanças pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Entre 1996 e 1999, trabalhou no Banco Bozano Simonsen, onde ocupou os cargos de operador de Derivativos de Juros e Câmbio, operador de Dívida Externa e operador da área de Bolsa de Valores e executivo da área de Renda Fixa Internacional.

De 2000 a 2003, trabalhou como chefe da área de Renda Fixa Internacional no Santander Brasil. Em 2004, ocupou a posição de gerente de carteiras na Claritas. Ingressou no Santander Brasil em 2005 como operador e, em 2006, foi chefe do setor de Trading. Em 2010, passou a ser responsável pela área de Proprietária de Tesouraria e Formador de Mercado Regional e Internacional.

Seu avô, o economista Roberto Campos, comandou o Ministério do Planejamento no governo Castelo Branco, de 1964 a 1967. Nesse período, ele foi um dos idealizadores e presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de agosto de 1958 a julho de 1959.

16) Saúde: Luiz Henrique Mandetta
Ortopedista pediátrico de 53 anos, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) assume a pasta. O deputado federal não se candidatou à reeleição, portanto ficou sem mandato em 2019. O CFM (Conselho Federal de Medicina) elogiou a escolha de Mandetta como ministro da Saúde. Para o conselho, Mandetta é um “médico preparado, experiente e com condições de coordenar em nível nacional as ações da pasta”.

17) Transparência e Controladoria Geral da União: Wagner de Campos Rosário

Rosário já ocupa o cargo desde junho de 2017 e é formado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e tem mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

18) Secretaria-Geral da Presidência: Gustavo Bebianno
O advogado de 54 anos é um dos conselheiros de Bolsonaro, faixa preta de jiu-jitsu e admirador do presidente eleito. Em 2017, ele se ofereceu para atuar nos processos judiciais de Bolsonaro de graça. Desde então tem estado próximo de Bolsonaro, inclusive durante a campanha de 2018.

19) Advocacia-Geral da União: André Luiz de Almeida Mendonça

“Mendonção”, como foi chamado por Bolsonaro pelo Twitter, atuou em em áreas de transparência e combate à corrupção em parceria com a Controladoria-Geral da União. Com pós-graduação em Governança Global, Mendonça é advogado da União desde 2000 e foi procurador seccional da União em Londrina. Ele também coordenou a área disciplinar da Corregedoria da AGU.

20) Secretaria de Governo: General Santos Cruz

O general-de-divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz foi escolhido como novo secretário de governo, órgão que tem status de ministério. O oficial irá assumir a função que hoje é desempenhada pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS). A principal missão de Cruz será a articulação com o Congresso e com partidos políticos e o diálogo com estados e municípios. É também através da Secretaria de Governo que o futuro presidente estabelecerá relações com organizações civis e entidades representativas da juventude.

Nascido na cidade de Rio Grande (RS), em junho de 1952, o general formado na Academia Militar das Agulhas Negras (Resende/RJ), comandou as tropas da ONU na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) entre 2007 e 2009. Cruz também fez parte do grupo de conselheiros da ONU para a revisão do reembolso aos países contribuintes de tropas em missões de paz.

Quando entrou para a reserva do Exército Brasileiro em dezembro de 2012, assumiu a chefia de assuntos militares da Secretaria de Assuntos Estratégicos(SAE) da Presidência da República. No ano seguinte, voltou para ativa, designado pelo Secretário Geral da ONU, como comandante das tropas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização da República Democrática do Congo (Monusco).

21) Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: Damares Alves
A advogada Damares Alves era assessora do senador Magno Malta (PR-ES) e passa a comandar a pasta que vai agregar também a Funai (Fundação Nacional do Índio), responsável pela demarcação de terras indígenas e políticas voltadas para esses povos.

Apoiada por setores evangélicos, Damares Alves, que também é pastora, afirmou que terá como prioridade as políticas públicas para mulheres. Segunda ela, o objetivo é avançar nas metas que ainda não foram alcançadas e propôs um pacto nacional pela infância.

A futura ministra negou que dificuldades e controvérsias envolvendo a Funai serão problemas. Em 6 de dezembro, data do anúncio de sua indicação, indígenas de diversas etnias, vinculados à Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), estiveram no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e protestaram contra a desvinculação da Funai do Ministério da Justiça. Os indígenas entregaram uma carta a integrantes do governo de transição.

22) Ministério do Meio Ambiente: Ricardo de Aquino Salles

O nome escolhido para comandar a pasta é conhecido por vínculos com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à presidência derrotado nas últimas eleições. Entre 2013 e 2014, Salles foi secretário particular de Alckmin. De 2016 a 2017, foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

Antes, em 2006, participou da fundação do Movimento Endireita Brasil, juntamente com quatro amigos. A entidade ficou conhecida por criar o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, em 2010, evento que ocorre em maio.

O futuro ministro é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas. Em 2012, juntamente com o advogado Guilherme Campos Abdalla, pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade, no julgamento da ação penal do mensalão.

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