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A vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo maior colégio eleitoral do país chama atenção por uma combinação de fatores. O primeiro é a reversão do resultado de 2022, a diferença em relação às pesquisas, o segundo, está relacionado com o histórico de o estado acompanhar o vencedor nacional desde a redemocratização.
Flávio recebeu 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Quatro anos antes, o cenário havia sido inverso: Lula teve 48,29% e Jair Bolsonaro, 43,60%.
O presidente também perdeu cerca de 619 mil votos na comparação com o primeiro turno de 2022, uma das maiores quedas estaduais de sua votação no país.
Resultado contrariou pesquisas
A mudança não havia sido captada pelos levantamentos da reta final na mesma intensidade. O Datafolha divulgado na sexta-feira anterior à eleição mostrava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 38% entre os mineiros. Nas urnas, o candidato do PL terminou quase cinco pontos à frente no estado.
A competitividade já havia levado as duas campanhas a reforçar agendas no estado durante a última semana. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno por apenas 49.650 votos entre os mineiros.

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Flávio supera votação de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022 no primeiro turno
Candidato do PL recebeu 56,1 milhões de votos e teve 47,03% dos válidos, acima das duas marcas do pai em disputas presidenciais
Um histórico que chama atenção
Desde 1989, o candidato eleito presidente também venceu entre os eleitores mineiros. A sequência atravessou diferentes ciclos políticos, de Fernando Collor a Lula.
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Esse comportamento costuma ser associado à diversidade do eleitorado local. O estado reúne grande região metropolitana, cidades médias, áreas industriais, municípios rurais e polos ligados ao agronegócio, com diferenças políticas relevantes entre suas regiões.
A coincidência histórica, porém, não permite antecipar o segundo turno. Ela mostra que o eleitorado local tem refletido com frequência movimentos observados nacionalmente.
Peso no segundo turno
O dado mais relevante para as campanhas é a mudança em relação a 2022. Flávio conquistou um território que Lula havia vencido quatro anos atrás e abriu diferença próxima de cinco pontos.
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Para o presidente, recuperar parte dessa votação pode ter impacto expressivo na conta nacional. Para o candidato do PL, preservar o resultado ajuda a sustentar a vantagem de 1,87 ponto obtida no primeiro turno.
Em uma eleição nacional separada por pouco mais de 2,2 milhões de votos, alterações relativamente pequenas no segundo maior colégio eleitoral podem representar centenas de milhares de votos na diferença final.