Pesquisa Ipsos

O que mais agrada e o que mais desagrada os brasileiros no governo Temer?

Para 36% dos brasileiros, governo Temer está abaixo das expectativas, diz Ipsos; governo tem melhor avaliação quando o assunto é combate à inflação, enquanto pior resultado é sobre combate ao desemprego, à pobreza e à violência

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SÃO PAULO – Depois de cinco meses e meio no poder, o governo de Michel Temer está abaixo das expectativas para 36% dos brasileiros, aponta pesquisa Ipsos divulgada nesta quinta-feira (27).

Para 2% dos entrevistados, 16% dos pesquisados afirmam que o novo governo está dentro das suas expectativas e, para 2%, o governo superou as suas expectativas. Um quarto dos pesquisados (24%) disse que é muito cedo para opinar e 8% dos pesquisados não souberam responder. Outros 14% disseram que não tinham expectativas com o novo governo.

Já a avaliação da figura de Temer ficou praticamente estável em outubro, com 31% de aprovação. Houve leve oscilação para cima, de um ponto percentual, ante setembro, quando o peemedebista atingiu 30% de aprovação. Esse é seu melhor índice desde pelo menos agosto de 2015. Já a desaprovação de Temer ficou em 59%. A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 12 de outubro, sendo realizadas 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais. 

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O levantamento também analisou se os brasileiros aprovam ou desaprovam a atuação do presidente Temer em dez temas. O tema em que Temer tem mais aprovação é no combate à inflação (33%), seguido por combate à corrupção e sua atuação para realizar melhorias nos programas Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, ambos com 31%.

Já os temas em que o presidente tem pior resultado são combate ao desemprego, à pobreza e à violência, todos com 51% de desaprovação. 

No comparado com os índices de setembro, a desaprovação caiu em todos os dez temas analisados no período. A maior queda foi registrada no combate à corrupção, retração de cinco pontos percentuais, seguida por combate à inflação (queda de 4 pontos percentuais) e solução da crise econômica (queda de 2 pontos). Já as maiores altas na aprovação no período foram no combate à corrupção, com elevação de seis pontos percentuais, na melhoria da saúde públicas, com alta de 5 pontos, e no combate à inflação (alta de 4 pontos percentuais).

A avaliação do governo federal ficou praticamente estável em outubro, com 9% dos que avaliam a gestão federal como ótima ou boa, 32% que classificam a gestão como regular e 46% que avaliam o governo como ruim ou péssimo. Outros 13% não souberam responder.