RADAR INFOMONEY Ações da WEG disparam 137% no ano e Bolsa segue de olho em impasse do pacote de estímulo nos EUA

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Imprensa internacional

O que está unindo políticos de diferentes ideologias no Brasil, segundo o NYT

Não importa a inclinação ideológica - a Justiça uniu diferentes políticos contra ela em meio à Lava Jato, diz publicação americana

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SÃO PAULO – A Operação Lava Jato entrou em um ponto crítico, afirmou a The Economist na edição da semana passada, ao fazer referência à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro. De acordo com a publicação, caso a Lava Jato não fosse além, o petista estaria certo em suas alegações de parcialidade. 

Porém, o que se vê no desenrolar das investigações é de que políticos de quase todas as colorações ideológicas estão envolvidos em casos de corrupção. E, conforme ressalta matéria do americano The New York Times, justamente a ascensão do Judiciário “contra” diversos nomes da política que a vem tornando uma ameaça comum a adversários. 

“As investigações de corrupção desacreditaram virtualmente todas as forças políticas no Brasil, tumultuando o País antes das próximas eleições presidenciais”, afirma a publicação. Assim, agora, adversários políticos que possuem ideologias muito diferentes contam com a mesma estratégia de sobrevivência: “atacar a legitimidade dos promotores e juízes que se propõem a desmontar a cultura da corrupção que os políticos brasileiros institucionalizaram ao longo de décadas”, afirma a publicação, em matéria do final da última semana.

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De um lado, estão nomes como Lula, que foi condenado na semana passada pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão. Do outro, Michel Temer, presidente que está na corda-bamba em meio às acusações de corrupção.

O NYT ressalta que, em comentários na sede do PT um dia após ser condenado,  “Lula se pintou como a vítima de um Judiciário”. Já o advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse a repórteres que os dois políticos estavam sendo visados por promotores que acusam “pessoas inocentes” e “destroem reputações” com “denúncias apressadas”. Já os promotores e juízes rejeitam as afirmações de que estão agindo como agentes políticos, e não defensores imparciais da lei.

Em outra reportagem, desta vez publicada no último domingo, o The New York Times fez uma análise sobre a luta contra a corrupção no Brasil, reforçando uma análise já feita em maio sobre o assunto (veja mais clicando aqui). De acordo com o jornal, a luta contra a corrupção enraizada gerou um caos político no Brasil – e é impossível saber o resultado disso. 

Se por um lado, isso sugere esforços tardios para remover a corrupção que estão funcionando, por outro esses traumas políticos podem trazer consequências inesperadas, diz o jornal. “Analistas veem paralelos preocupantes com a Itália logo antes da ascensão de Silvio Berlusconi, ou mesmo a Venezuela antes de Hugo Chávez”, explica.