Análise

O político que mais tem a comemorar com a desistência de Joaquim Barbosa em São Paulo

Saída de ex-ministro da disputa pode ajudar costura do PSB estadual

SÃO PAULO – O anúncio da desistência do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa de ingressar na disputa presidencial não traz desdobramentos significativos apenas na disputa pelo Palácio do Planalto. Enquanto, no plano federal, a saída do ex-magistrado pode gerar alívio às candidaturas à esquerda e à direita, em nível estadual as eleições também são impactadas.

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É o caso de São Paulo, onde o governador Márcio França (PSB) faz de tudo para consolidar uma aliança com seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin. O socialista era, juntamente com outros governadores do partido, a principal resistência interna à possibilidade de candidatura de Barbosa. Com sua saída, estão abertas possibilidades de costuras locais que podem ajudar nas campanhas estaduais do PSB.

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As expectativas são de que o governador paulista tente enfatizar o apoio à candidatura nacional de Alckmin e brigue para que o partido apoie formalmente o tucano. “França, mesmo com a entrada de Barbosa na disputa, em abril, manteve-se leal a Alckmin e, apesar de ter reduzido a resistência ao ex-ministro do Supremo, vinha se manifestando em defesa do tucano”, lembra a equipe de análise política da XP Investimentos.

Com a desistência de Barbosa, França evita o risco de ter que manter um pé em cada canoa, com a necessidade de apoiar duas candidaturas no plano nacional: uma por seu partido e outra de seu antecessor. Agora, o governador paulista deverá retomar uma disputa com a ala de correligionários do Nordeste, mais alinhada à esquerda e que pode defender eventual apoio a uma candidatura como a de Ciro Gomes (PDT).

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