O ideal é que o G-20 foque discussões na demanda global, diz Larry Summers

Diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA indica que o estímulo à demanda é essencial para recuperação

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SÃO PAULO – O diretor do Conselho Econômico Nacional norte-americano, Larry Summers, afirmou em entrevista ao Financial Times que agora não é hora de defender desequilíbrios de demanda no comércio internacional – a antiga noção de que a demanda da China deveria crescer, enquanto era esperado que a dos EUA se contraísse, já não é mais viável.

Summers preconiza que a próxima reunião do G-20 traga debates acerca do incentivo à demanda mundial, o que considera ser o foco macroeconômico “correto” neste momento. Indo além, sugere o interesse da administração dos EUA na tomada dessas medidas por parte dos países industrializados.

Se tal inclinação se concretizar, seria do agrado do Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown, que já declarou publicamente que o mais adequado meio de lidar com o declínio é via medidas de estímulo internacionalmente coordenadas.

“O mundo precisa de mais demanda global”

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O diretor do conselho ainda defende a ideia de que a economia é dotada de habilidades autorreguladoras, mas ressalva que, “algumas vezes por século”, ela pode não obter sucesso. Em suas próprias palavras, esta é uma dessas vezes.