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O Brasil inteiro na Lava Jato: ninguém é tão poderoso para fugir da corrupção na Petrobras, diz FT

"Como em todo bom drama, o desfecho explosivo foi deixado para o final", diz o jornal britânico ao citar a denúncia contra o ex-presidente Lula na semana passada

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SÃO PAULO – Em sua mais recente matéria sobre o Brasil, o jornal britânico Financial Times destacou os efeitos da Operação Lava Jato desde que foi iniciada há cerca de 29 meses. A publicação ressalta que o escândalo de corrupção na Petrobras está crescendo e atingindo cada vez mais pessoas: “ninguém é tão poderoso para escapar”, diz a matéria lembrando que dezenas de funcionários têm sido acusados de negociar contratos públicos devisando mais de R$ 13 bilhões da estatal.

O Financial Times ainda diz que cerca de 50 legisladores, de todo o espectro político, estão sob investigação, sendo que os escândalos de corrupção também ajudaram a acelerar o impeachment de Dilma Rousseff. “Como em todo bom drama, o desfecho explosivo foi deixado para o final”, diz o jornal ao citar a denúncia contra o ex-presidente Lula.

A publicação lembra a cassação de Eduardo Cunha dois dias antes da denúncia contra Lula e diz que não é por acaso que estes dois fatos tenham acontecido agora. Segundo o jornal, os deputados aguardaram a finalização do impeachment para expulsar Cunha, enquanto os promotores federais esperaram acumular provas suficientes para seguir com as acusações contra Lula, sendo que antes da saída de Dilma, o ex-presidente ainda seria muito poderoso para ser “tocado”. “Isso não significa, no entanto, que as acusações tenham motivação politica”, diz o Financial Times.

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Por fim, a matéria afirma que a Lava Jato não vai parar e que a operação conduzida pelo juiz Sergio Moro veio para mostrar que ninguém no Brasil está acima da lei, e que o sistema judicial tem muito a ensinar aos outros países, especialmente no mundo emergente. O presidente Michel Temer deve deixar a investigação seguir, já que ela agora é tão forte que mesmo que ele quisesse não conseguiria parar as investigações, conclui o jornal britânico.