Matando o futuro

O Brasil é um “serial killer” de oportunidades, afirma professor de Columbia

Durante o programa Painel WW, apresentado por William Waack, o professor Marcos Troyjo destacou que o nosso País perdeu muitas oportunidades 

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SÃO PAULO – Cada vez menor no cenário internacional e muito aquém do seu potencial dado o tamanho da sua economia, o Brasil é realmente um “anão diplomático”?

Para Marcos Troyjo, professor da Universidade de Columbia, a expressão – usada em 2014 pelo ministério das Relações Exteriores de Israel em meio ao impasse em Gaza – é injusta, conforme destacou durante o programa Painel WW da última sexta-feira. 

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“O Brasil não é um anão diplomático, ele é um desperdiçador de oportunidades externas. […] Mais recentemente, quando o mundo teve uma grande liquidez internacional, nós poderíamos ter aproveitado melhor. Sabe aquela expressão ‘serial killer’? O Brasil é um ‘serial killer’ de oportunidades”, apontou Troyjo. 

Durante o programa, que teve como tema “Por que o Brasil diminuiu?”, o professor também foi questionado porque os produtos nacionais dentro do Brasil são tão mais caros do que lá fora – e disparou: “o Brasil trava uma guerra comercial contra ele mesmo”. 

Troyjo destaca que a carga tributária no país é de 34% do PIB, o que afeta os preços relativos por aqui. Na China, por exemplo, a carga é de 18% do PIB e não há problema da previdência uma vez que “quem cuida do ancião é a família e não o estado”. 

“Nós temos um problema do estado ser muito grande para a riqueza que nós temos. Assim, o que é investimento no futuro acaba sendo drenado para cobrir os custos do presente e do passado. Isso significa mais impostos sobre a sociedade”, avalia. 

Alberto Pfeifer, pesquisador colaborador do Instituto de Estudos Avançados da USP, aponta ainda não ser preciso ir muito longe para ver o tamanho gigantesco do nosso Estado em relação à economia e cita o exemplo da América Latina, em que a carga tributária média sobre o PIB é de 23%. Assim, ressalta, não é fora de propósito que os nossos produtos exportados no exterior acabem sendo mais baixos que os mesmos produtos comercializados internamente. 

Confira trecho do programa abaixo (para ver o programa completo, clique aqui): 

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